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19 de dezembro de 2025
Brasília, 19/12/2025 – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou nesta quinta-feira a líderes que resolveu adiar a assinatura de acordo de livre-comércio com o Mercosul até janeiro, segundo o site Politico. A informação foi confirmada pelo Estadão/Broadcast com diplomatas da União Europeia (UE).
O último revés para o acordo ocorreu na quarta-feira, quando a Itália, que até então dava sinais contraditórios sobre o tema, decidiu firmar posição pelo adiamento da assinatura do tratado se unindo à França.
O acordo de livre-comércio entre os blocos, negociado há 26 anos, é um dos assuntos pendentes da pauta da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, na Bélgica. Ontem, a sede da UE foi palco de protestos de agricultores contrários ao tratado. Eles bloquearam vias, incendiaram pneus e entraram em confronto com policiais.
Diplomatas europeus ouvidos pelo Estadão/Broadcast chegaram a relatar que ainda existia uma janela para tentar a votação do acordo ontem, mas a incerteza dominava o cenário. Eles se dividiam entre os que ainda tinham esperança e aqueles que já haviam desistido da iniciativa.
Ainda ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou convencer a Itália de que o acordo era viável. Ele telefonou para a primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, mas ouviu dela que era preciso mais tempo, talvez algumas semanas, até janeiro, justamente para tentar convencer o agro italiano de que eles estariam protegidos e com as mesmas regras dos demais que formariam o bloco econômico.
A França, que registra fortes protestos de produtores rurais, quer mais tempo, pelo menos até dezembro de 2026.
Na quarta-feira, o presidente brasileiro disse que, caso o acordo não fosse assinado amanhã, em Foz do Iguaçu, na Cúpula de Líderes do Mercosul, como estava combinado, o Brasil estaria fora das negociações enquanto ele fosse presidente.
No mesmo dia, mais tarde, abrandou o discurso e disse que levaria o assunto aos demais líderes do bloco econômico no encontro de amanhã.
IMPASSE. Os líderes da UE planejavam não levar o texto a votação se houvesse risco concreto de derrota – neste caso, o procedimento seria adiado, como de fato se concretizou.
O capítulo comercial do Acordo Mercosul seria levado a votação entre os líderes dos 27 países europeus durante a reunião do Conselho Europeu, que reúne ministros dos países-membros e que começou ontem e termina hoje.
As regras exigem a chamada maioria qualificada: voto favorável de 15 países que somem ao menos 65% da população europeia. Para derrubar o acordo, são necessários votos de países que somem 35% dos europeus. Esse porcentual seria alcançado com folga com a oposição de França, Itália, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda.
A assinatura era o momento de maior expectativa da cúpula do Mercosul. A data e o local do encontro chegaram a ser alterados, ao menos três vezes, pelo governo Lula a fim de contemplar a cerimônia de assinatura e a foto.
Pelos planos, viriam ao Brasil Ursula e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para a cerimônia de assinatura. Eles voariam hoje de Bruxelas para o Brasil e já estavam com passagens aéreas, hotéis reservados e equipe precursora em solo paranaense. As reservas foram canceladas.
O fracasso vai ofuscar o encontro dos presidentes sul-americanos, justamente numa pauta que une os países, atualmente com governos locais que vivem momentos de choque político e divergem sobre os rumos do bloco Mercosul. (Felipe Frazão)
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