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20 de fevereiro de 2026
Por Caroline Aragaki
O sentimento dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil e aos mercados emergentes permanece construtivo, mas seletivo, afirma a chefe de pesquisa e estratégia de ações do Brasil do Santander, Aline Cardoso, após viagem aos Estados Unidos e ao Canadá.
“O mercado está mudando de um rali impulsionado por liquidez para um focado em valuation e disciplina macroeconômica, enfatizando temas estruturais”, diz Cardoso, em post no LinkedIn nesta quinta-feira.
Segundo a estrategista do Santander, “o Brasil não é mais considerado ‘barato’, particularmente em setores como bancos e Vale, que já precificaram grande parte da recuperação cíclica”. Contudo, o País segue competitivo em relação a outros mercados e há um interesse maior do investidor por ações cíclicas, que ficaram para trás e por conta da proximidade com um ciclo de flexibilização monetária.
Para 2026, a expectativa é de que o ciclo de afrouxamento monetário seja um motor chave para o desempenho da Bolsa brasileira, com cortes na taxa Selic potencialmente desencadeando uma rotação setorial e expansão de múltiplos, especialmente em cíclicos domésticos e empresas sensíveis a juros. O risco político é atualmente visto como secundário.
Segundo Cardoso, os nomes mais citados pelos investidores dos EUA e do Canadá foram: Itaú, Nubank, Mercado Livre, Localiza, construtoras de baixa renda, Multiplan, Sabesp e Axia.
Contato: caroline.aragaki@estadao.com
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