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Rússia, Colômbia e Cuba condenam ataque dos EUA à Venezuela e temem escalada das tensões

3 de janeiro de 2026

Por Crisley Santana

São Paulo, 03/01/2026 – O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado, 3, em uma operação militar que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa.

“Na situação atual, é crucial, acima de tudo, evitar uma escalada ainda maior e concentrar esforços em encontrar uma saída (para a situação) por meio do diálogo”, diz o comunicado, que também nomeou a intervenção americana como “ato de agressão armada”.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse por meio de sua conta no X que o governo colombiano observa com “profunda preocupação”, os relatos sobre explosões e atividade aérea incomum na Venezuela. Mais cedo, ele havia publicado que Caracas estava sendo bombardeada e que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a ONU deveriam “se reunir imediatamente”.

Também pelo X, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou o ataque e pediu uma reação “urgente” da comunidade internacional. “Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos EUA à Venezuela. Nossa Zona de Paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América”, afirmou no X.

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales também se pronunciou pela rede social repudiando o bombardeio americano contra a Venezuela, afirmando que o ataque “é uma brutal agressão imperial que viola” a soberania venezuelana.

Contato: crisley.santana@estadao.com

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