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QPC: 78% viam risco de alta para o seu cenário de IPCA em 2026

25 de março de 2026

Por Marianna Gualter

Brasília, 25/03/2026 – A maioria dos economistas consultados no Questionário pré-Copom (QPC) de março (78%) via risco de alta para o seu cenário para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Outros 19% viam riscos equilibrados e 3% risco de baixa. Para o cenário de 2027, 61% viam riscos equilibrados, 35% de alta e 4% de baixa.

O QPC é enviado aos participantes do mercado financeiro antes de cada reunião do Copom. Ele contribui para o conjunto de informações que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica de juros.

O questionário em questão foi publicado em 6 de março, poucos dias após o ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, e no início da recente disparada nos preços do petróleo.

Ainda de acordo com os resultados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central, a mediana para o IPCA de 2026 permaneceu de alta de 4,0% no QPC de março, em comparação ao questionário da reunião anterior, de janeiro. A estimativa para a média dos núcleos subiu no período, de 4,10% para 4,20%. Já as medianas para os serviços subjacentes e para os preços administrados ficaram estáveis, em 5,4% e 3,8%, respectivamente.

Para 2027, a mediana para o IPCA ficou estável em 3,80%, mas para a média dos núcleos subiu de 3,70% para 3,81%. A estimativa para serviços subjacentes oscilou de 4,8% para 4,9%. Para preços administrados, ficou estável em 3,8%.

Selic – A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. No fim de 2027, seguiu em 10,50%.

PIB – A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 permaneceu em 1,8%. Para 46% dos participantes, os riscos para o cenário da atividade neste ano estão equilibrados. Outros 40% veem risco de alta e 13%, de baixa.

Fiscal – A mediana para o déficit primário do Governo Geral em 2026 diminuiu de R$ 73 bilhões para R$ 70 bilhões. A estimativa intermediária para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) no período oscilou de 83,7% do PIB para 83,4% do PIB. Para a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), passou de 70,2% para 69,7%. A maioria dos entrevistados (86%) avaliou que a situação fiscal não teve mudanças relevantes desde o Copom de janeiro

Hiato – As medianas indicam que o hiato do produto brasileiro estava positivo em 0,5% no quarto trimestre de 2025. A trajetória antecipada pelos analistas é de fechamento gradual, com hiato positivo em 0,1% no quarto trimestre deste ano e em 0% no quarto trimestre de 2027.

Crédito do SFN – As medianas indicam crescimento de 8,5% para o saldo de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em 2026, com alta de 9,0% no crédito livre a pessoa física e de 5,8% para empresas. Para o crédito direcionado, a estimativa é de alta de 8,6% na pessoa física e de 10,5% na jurídica. Entre os respondentes, 46% viam riscos equilibrados às suas projeções; 30%, de baixa; e 23%, de alta.

Contato: marianna.gualter@broadcast.com.br

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