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Presidente do INSS nega encontro com Vorcaro e diz que contrato com Master ‘cheirava mal’

5 de fevereiro de 2026

Por Levy Teles, do Estadão

Brasília, 05/02/2026 – O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, negou que tenha se reunido com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e disse achar que algo “cheirava mal” no contratos consignados celebrados pelo banco. Ele é o depoente desta quinta-feira, 5, da CPI do INSS.

“Já para avisar, o Vorcaro nunca foi ao INSS, porque eu sei que essa pergunta vão fazer. Eu nunca fiz uma reunião com o Vorcaro”, afirmou. Waller Júnior citou duas reuniões do INSS com dirigentes e advogados do Banco Master nos dias 31 de outubro e 10 de novembro do ano passado.

“Eles participam de uma reunião, tentando fazer um termo de compromisso para sanar as irregularidades”, prosseguiu. “Na reunião, a gente pediu para ver o contrato, porque achava que algo estava cheirando mal, algo estava ruim. E, quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos para a gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada com QR Code, com aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa. E a gente saiu da reunião falando: ‘não tem como assinar o termo de compromisso’.”

Processo administrativo do INSS de novembro de 2025, que analisou a regularidade do acordo de cooperação técnica (ACT) com o Master, mostra que o banco deixou de apresentar mais de 250 mil documentos que comprovassem contratos firmados de crédito consignado.

Dados obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que o Master tinha apenas um consignado com beneficiários do INSS até novembro de 2022. O ACT foi firmado em 2020.

“A nossa preocupação com aposentado e pensionista, por determinação do presidente da República, foi: ‘passe o pente-fino’. E a gente verificou que tinha algo errado com o Master. A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação”, afirmou Waller Júnior à CPI.

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