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18 de março de 2026
Por Bruna Camargo*
Miami – Menos de um mês após assumir o comando da XP Asset, Leandro Bousquet (ex-Vinci Compass) definiu algumas prioridades para os próximos passos da gestora. Um dos planos é acelerar o crescimento da área de investimentos alternativos e ampliar da prateleira de ETFs.
“Um dos desafios é alavancar ainda mais o negócio de alternativos. Já tem um peso relevante, mas acredito que tem espaço para crescer em várias verticais”, afirmou Bousquet, em conversa com jornalistas. Ele citou o potencial em áreas como infraestrutura e private equity, inclusive pelas fontes de originação de investimentos junto à base, além de crédito privado, fortalecida recentemente pela aquisição da Augme Capital. Atualmente, a XP Asset possui cerca de R$ 80 bilhões sob gestão em alternativos.
Na frente de produtos listados, a gestora tem intensificado a atuação em ETFs, segmento que vem ganhando tração no Brasil – a indústria acaba de bater os R$ 100 bilhões de patrimônio, segundo os dados mais recentes da B3. Hoje a XP Asset possui 18 ETFs, sendo mais da metade lançada nos últimos seis meses, e há um pipeline de novos produtos. Até o final do mês, a prateleira deve contar com 22 ETFs.
O presidente da XP Asset afirma que a expansão acompanha uma tendência global e a mudança no modelo de distribuição, com maior foco em carteiras de alocação e sob o modelo de remuneração com fee fixo, e menos em operações transacionais. “Faz muito sentido para o investidor de varejo ter ETFs na carteira”, diz o executivo.
Além disso, outro foco está no avanço da agenda internacional. A ideia da gestora é ampliar a oferta de produtos offshore para clientes brasileiros e, no médio prazo, também atrair investidores estrangeiros interessados em ativos locais. Bousquet considera a frente ainda inicial, mas com “potencial relevante” de crescimento.
Apesar dos novos planos, o executivo destaca que não pretende promover mudanças estruturais profundas, mas sim potencializar “uma plataforma que já apresenta forte desempenho”. “O foco é manter a qualidade e fazer o crescimento ser consequência da performance”, destaca o executivo, que também disse ver um cenário mais favorável para a indústria de fundos à frente, com expectativa de queda de juros, o que tende a impulsionar a demanda por produtos de maior risco e beneficiar diferentes classes de ativos.
Por fim, Bousquet ressalta que a consolidação do setor deve continuar, após um período desafiador para gestoras menores em meio a juros elevados. Ele afirma que a XP Asset segue atenta a oportunidades de aquisições, principalmente em áreas que complementem suas capacidades atuais.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
*A jornalista viajou a convite da XP
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