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18 de março de 2026
Por Levy Teles, do Estadão
Brasília, 18/03/2026 – O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), projeta a possibilidade de prorrogação das atividades da comissão por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e pretende manter oitivas já aprovadas pelo colegiado. Do contrário, será feita a leitura de um relatório parcial na próxima semana.
“Já me reuni com o relator e estamos mudando a estratégia já acreditando na possibilidade de prorrogação. Se a prorrogação não vier, naturalmente na semana que vem, com a força da lei e de prazo teremos que partir para a leitura do relatório, ainda que parcial”, afirmou Viana, relatando conversa com o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
O último dia de sessão da CPI é na próxima quinta-feira, 26. “Se a prorrogação chegar na quinta-feira, durante a leitura do relatório, eu vou suspender a leitura e anunciar o novo calendário. Eu espero, em nome de todos os aposentados, que nós consigamos essa prorrogação”, disse.
Viana entrou com mandado de segurança no Supremo na última sexta-feira, 13, pedindo por até 120 dias. O presidente acredita que a concessão de mais 60 dias no prazo seria o suficiente para a conclusão dos trabalhos da comissão. Sem a concessão de mais tempo, a CPI tem previsão de acabar no próximo sábado, 28.
A confiança do presidente e do relator cresceu depois de o ministro do STF André Mendonça ser sorteado relator do caso. “Vejo com muito bons olhos e com ânimo a definição do ministro André Mendonça como relator do mandado de segurança que trata da prorrogação da CPMI do INSS”, afirmou.
Mendonça, Gaspar e Viana têm boa relação e já mantêm contato constante ao longo dos trabalhos da CPI. O ministro também é relator do caso que apura as irregularidades nos descontos associativos no INSS.
Nesta quinta-feira, 19, a CPI do INSS votará os convites do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do atual chefe da autoridade monetária, Gabriel Galípolo.
“Havendo tempo e disponibilidade, que os dois possam vir conjuntamente para a CPI e ser tratados da mesma maneira, com o respeito que merecem”, disse Viana. O senador afirmou que, se prorrogada a CPI, novas convocações serão votadas pela comissão.
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