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18 de novembro de 2025
Por Denise Luna
Rio, 18/11/2025 – A Petrobras vai testar a reciclagem química de plásticos por pirólise em uma planta no Paraná, informou a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, em relação a uma nova tecnologia que está sendo desenvolvida em parceria com a Coppe/UFRJ em uma planta-piloto também no Rio de Janeiro.
A pirólise é um processo térmico que transforma resíduos plásticos em óleo e gases reutilizáveis, o que permite o retorno do material à cadeia produtiva como matéria-prima nas refinarias e a geração de produtos para a indústria petroquímica. Com a nova tecnologia, será possível reciclar o chamado plástico mole (sacolas de plástico) e outros produtos plásticos sem necessidade de higienização, o que a reciclagem mecânica não atinge.
“Esse projeto demonstra que o nosso compromisso realmente é com o meio ambiente, a partir do momento que a gente investe numa solução super sustentável e ainda resolve um problema crônico da poluição da baía da Guanabara”, disse Baruzzi sobre a planta-piloto instalada no Centro Tecnológico da Coppe/UFRJ, às margens da baía, que vai recolher o lixo plástico para reciclagem.
A ideia da estatal é coprocessar os óleos decorrentes da pirólise junto com o petróleo, o que a partir de um certo volume, passa a ser interessante comercialmente, acrescentou a executiva. Ela informou, porém, que a fabricação desses bioprodutos a partir do plástico ainda é incipiente e está sendo estudada. Por este motivo, o projeto não será incluído no Plano de Negócios da companhia que será anunciado no próximo dia 27.
“A gente ainda está estudando, então ainda não tem essa avaliação econômica. A gente está vendo questão de catalisador, como é que a gente tem que adaptar a planta pra tirar o melhor produto”, explicou.
Mercado
Empresas como Braskem, White Martins e a própria Petrobras são clientes certos para os produtos decorrentes da tecnologia, informou o professor de Engenharia Química da Coppe/UFRJ, José Carlos Pinto. Os testes da planta-piloto, ressaltou, vão mostrar como fazer para tirar o que cada setor precisa.
“A Braskem vai querer nafta, a White Martins gás e a Petrobras asfalto (…) vamos testar para ver a melhor maneira de conseguir esses produtos a partir do plástico”, disse Pinto durante inauguração da planta-piloto do projeto fluminense.
Ele ressaltou que a produção de plástico cresce exponencialmente e o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico mundial, e onde apenas 9% do plástico é reciclado.
“A produção de plástico ultrapassa 400 milhões de toneladas por ano, e a reciclagem desse material, reinserindo o carbono e o hidrogênio na cadeia produtiva pode evitar que o carbono volte para atmosfera”, afirmou, ressaltando que a reciclagem química é mais eficiente do que a mecânica.
Contato: denise.luna@estadao.com
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