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24 de fevereiro de 2026
A TIM divulgou nesta terça-feira, 24, uma apresentação com os pilares do seu plano estratégico para 2026. Um deles é o fortalecimento da sua operação de banda larga fixa, preparando o negócio para um futuro que será marcado pelas fusões e aquisições de operadoras do segmento.
A TIM é uma gigante da internet móvel, mas tem uma atuação na internet fixa. Diante desse cenário, analistas e investidores questionam, frequentemente, se a TIM pretende se desfazer do negócio de banda larga ou tomar a iniciativa de ampliar as operações para ter uma relevância maior.
Por enquanto, essa questão será respondida apenas parcialmente. A venda do negócio não está no radar da TIM, mas o crescimento a passos mais largos são tratados como algo opcional. “Em um mercado com necessidade de consolidação, estamos fortalecendo nossa operação enquanto nos preparamos para o futuro”, descreveu a TIM, na sua apresentação.
Por enquanto, o foco é na melhoria operacional, com redução do churn (desligamento de clientes) e ganho de mercados específicos (chamados ‘bolsões de oportunidades’) visando ter crescimento por conta própria. Além disso, a empresa seguirá na banda larga fixa via satélite (FWA).
A TIM também afirmou que a retomada da I-System – empresa de redes de fibra ótica – ajudará a melhorar o desempenho do serviço, o monitoramento da operação e a experiência do cliente. Segundo a TIM, a retomada da I-System também servirá como um facilitador para possíveis fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês).
A TIM reiterou que os movimentos orgânicos são uma “opcionalidade” a ser considerada. Segundo a tele, os habilitadores para um eventual M&A passam por: melhora na dinâmica de preço, mesmo que regionalmente; melhora na dinâmica de churn; avaliação de impacto da convergência sobre móvel; e avaliação do potencial de valor do M&A versus a sua complexidade.
Na sua apresentação, a TIM reiterou o foco na melhora contínua da qualidade da cobertura e das ofertas em internet móvel. Outro ponto importante é a estratégia no atendimento a outras empresas (o chamado B2B). Aqui, a TIM fala em acelerar a adoção do “Network as a Service”, expandir o portfólio de soluções de internet das coisas, e colocar de pé soluções com ganho de escala e monetização de dados.
O plano prevê adoção de inteligência artificial (IA) a um nível de “transformação” do negócio, ampliando casos de uso interno para otimizar a manutenção de redes, atendimento a clientes e funções variadas de suporte. Um exemplo é adotar agentes de IA ao longo de toda a jornada do cliente, passando por vendas, contas, cobranças e planos, por exemplo.
Na parte financeira, a TIM prometeu controle de custos e disciplina na alocação do capital. Nas despesas operacionais, prevê mais digitalização e automatização, simplificação organizacional, renegociação de contratos de torres e ampliação do compartilhamento das redes (ran sharing), por exemplo.
Por fim, o plano tem um pilar voltado a práticas ESG que envolve 100% de energia elétrica renovável, processos de redução de emissões de carbono, reciclagem de materiais, incentivo à diversidade, e práticas de transparência e anticorrupção, entre outras.
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