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Motta: Foi passado de maneira errada para a sociedade que aprovamos ‘trem da alegria’

10 de fevereiro de 2026

Por Naomi Matsui e Victor Ohana

Brasília, 10/02/2026 – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira, 10, que o reajuste dado aos servidores da Casa “foi justo” e que houve uma comunicação errada da medida para a sociedade. Segundo ele, o aumento não foi um “trem da alegria”, mas teve objetivo de valorizar servidores com alto grau de responsabilidade.

“Foi com essa coerência que nós aprovamos, e não esse trem da alegria que infelizmente foi passado aí de maneira errada para a sociedade que nós aprovamos. Então, a Câmara teve critério, o projeto segue para a análise do presidente da República”, declarou em participação virtual na conferência do banco BTG Pactual, realizada em São Paulo.

O deputado afirmou estar com a “consciência tranquila” pela aprovação do aumento e que o reajuste foi dado dentro do orçamento da própria Câmara, sem aumento das despesas gerais da Casa. Motta também argumentou que a Câmara usou o mesmo parâmetro adotado na aprovação de reajustes para outras carreiras, como as do Judiciário e a do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Demos praticamente um aumento muito parecido em algo em torno de 8%, mantendo o parâmetro que foi dado e sancionado pelo presidente aos servidores do Judiciário para o ano de 2026”, disse.

O deputado ainda elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que mandou suspender o pagamento de “penduricalhos”. “A decisão do ministro Flávio Dino foi muito feliz no que diz respeito à revisão desses penduricalhos. O Brasil precisa colocar o dedo nessa ferida. É por isso que defendo a reforma administrativa”, disse.

O texto da reforma administrativa tramita na Câmara e é relatado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). “Temos que avançar nessa agenda no momento adequado, quando tivermos o ambiente político. Na própria proposta da reforma administrativa, apresentada pelo deputado Pedro Paulo, prevê uma exceção de até 5% dos servidores de qualquer instituição terem um tratamento diferenciado pela responsabilidade dos cargos”, disse.

Contato: naomi.matsui@estadao.com; victor.ohana@estadao.com

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