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22 de janeiro de 2026
Por Maria Regina Silva e Caroline Aragaki
São Paulo, 22/01/2026 – O Morgan Stanley vê espaço para o Ibovespa avançar cerca de 20% até o fim de 2026, considerando seu cenário base, segundo relatório enviado a clientes. Caso ocorra mudança na Presidência da República nas eleições deste ano, o banco americano estima alta de até 46% do principal indicador da B3.
Considerando os 171.816,67 pontos do fechamento de ontem, o Índice Bovespa iria a 250 mil pontos. Já no cenário pessimista, cairia 42%. Hoje, o indicador opera em níveis históricos, tendo tocado a marca dos 177 mil pontos no melhor momento da sessão.
Entre os grandes motivos, cita a expectativa de queda na taxa Selic e uma eventual alternância de governo. “Vemos dois principais impulsionadores para um cenário otimista para ações brasileiras: o início de um ciclo de flexibilização no primeiro trimestre de 2026 e uma potencial mudança de política após as eleições presidenciais de outubro de 2026, que desencadeia um reequilíbrio da demanda doméstica para o investimento”, menciona.
A reavaliação dos múltiplos de ações, apoiada pela redução dos prêmios de risco, seguida pela reaceleração do crescimento dos lucros em 2027, sustenta o caminho para a valorização das ações, completa.
A instituição diz ver uma probabilidade crescente de mudança da política no Brasil e em toda a região da América Latina. Cita que o mercado parece estar incorporando uma alternância de poder nas eleições deste ano, que acontecerão em outubro.
Desde janeiro de 2025, ações mais sensíveis à expectativa de mudança de governo, subiram 59% em dólar. No mesmo período, papéis ligados à continuidade do atual mandatário avançaram 47%, também em moeda americana. Pontua, contudo, que o debate eleitoral ainda está no início, e que há espaço para novos avanços do principal indicador da B3.
Top picks
Em cenário de eventual mudança de governo, o Morgan Stanley prefere ações do setor financeiro que se beneficiam de Selic mais baixa (Nubank, XP, BTG Pactual e B3), relacionadas a consumo (Mercado Livre, Cyrela e Vivara), estatais (Petrobras e Banco do Brasil) e do setor de infraestrutura (Axia, Rumo e Motiva).
Em cenário de continuidade de governo, o banco cita preferência por empresas com receita atrelada a dólar (Vale, Embraer, Gerdau, JBS e Suzano), do setor financeiro que se beneficiam de Selic mais elevada (Itaú, BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro) e do defensivo setor de telecomunicações (TIM e Telefônica).
Contato: reginam.silva@estadao.com e caroline.aragaki@estadao.com
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