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5 de dezembro de 2025
Por Marcel Naves, do Viva
São Paulo, 05/12/2025 – A maioria dos brasileiros (63%) prefere estar empregado no regime CLT, com a tradicional carteira assinada. Entre as explicações estão direitos trabalhistas como aviso prévio, férias e 13º salário. Os dados apresentados recentemente constam no estudo “O Brasil Invisível”, realizado pela ONG More in Common em parceria com a Quaest e que contou com mais de 10 mil pessoas em todo o País. A margem de erro foi de um ponto porcentual.
O estudo identifica seis segmentos sociais que ajudam a entender os diferentes perfis de valores presentes na sociedade brasileira. Para tanto, foi combinada uma pesquisa qualitativa e quantitativa com técnicas de clusterização (processo de organizar objetos de modo que itens semelhantes fiquem juntos em grupos, tal qual em uma coleção de livros). Essa organização dos dados possibilitou a identificação de uma estrutura de atitudes, percepções e valores que organizam as posições públicas no País.
Na pesquisa organiza os interesses da sociedade em torno de seis grupos relativamente estáveis. Nos polos, os Progressistas Militantes (5%) e os Patriotas Indignados (6%) concentram a militância ideológica e a adesão aos discursos morais. Os primeiros são engajados e críticos das estruturas de poder; os segundos, religiosos e desconfiados das instituições.
Apoiam esses extremos dois segmentos mais amplos e um pouco mais moderados: a Esquerda Tradicional (14%), reformista e orientada por valores comunitários, e os Conservadores Tradicionais (21%), que valorizam hierarquia, religião e ordem.
No centro, encontram-se os Desengajados (27%) e os Cautelosos (27%), chamados também de Invisíveis. Essa maioria silenciosa compartilha a desconfiança com o sistema político, mas evita o confronto moral. É pragmática, avessa a disputas ideológicas e interessada em temas concretos, como trabalho, segurança e serviços públicos.
Os Invisíveis representam o maior ativo de reconstrução da coesão democrática, embora hoje sejam sub-representados no debate público.
Trabalhadores querem proteção e autonomia
Considerando os agrupamentos propostos na pesquisa, a opção por um emprego CLT, com direitos trabalhistas, é endossada por 51% dos Progressistas Militantes, 68% da Esquerda Tradicional, 65% dos Desengajados, 64% dos Cautelosos, 49% dos Conservadores Tradicionais e 71% dos Patriotas Indignados. Ou seja, mais Patriotas Indignados do que Progressistas Militantes.
Ainda de acordo com a pesquisa, apesar de desejarem a segurança da CLT, os brasileiros também valorizam a flexibilidade de ser autônomo e não empregado. Gostariam de ser autônomos: 58% dos Progressistas Militantes; 60% da Esquerda Tradicional; 66% dos Desengajados; 70% dos Cautelosos, 75% dos Conservadores Tradicionais; e 75% dos Patriotas Indignados.
Invisíveis e as eleições
O estudo destaca ainda que a balança no resultado das eleições está inclinada para os invisíveis, nos grupos chamados Desengajados e Cautelosos, que formam 54% da população. A denominação foi justificada pelo fato que estes grupos não estarem polarizados na maioria das questões investigadas.
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