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Mercosul/UE/Factsheet: acordo possui valor estratégico para Brasil e representa marco bilateral

17 de janeiro de 2026

Por Pepita Ortega, Isadora Duarte e Marianna Gualter

Brasília, 17/01/2026 – O governo brasileiro afirmou neste sábado, 17, que o acordo entre Mercosul e União Europeia, firmado nesta tarde, tem “valor estratégico” para o País. A expectativa é de que o pacto reforce a “diversificação das parcerias comerciais do Brasil, além de fomentar a modernização do parque industrial brasileiro com a integração às cadeias produtivas do bloco europeu”. Também é esperado a dinamização de fluxos de investimentos.

A indicação consta de factsheet divulgado pelo Executivo após a cerimônia de assinatura do acordo, realizada em Assunção, no Paraguai. O documento registra que o pacto representa um “marco na relação bilateral do Brasil com a União Europeia”, que teve início em 1960 e, em 2007, chegou a um patamar de “parceria estratégica”.

O texto ainda destaca os números da relação Brasil-UE. Juntos, somam uma população de 450 milhões de habitantes, com PIB de 19,4 trilhões de dólares. A soma da exportação de bens para o mundo chega a 2,86 trilhões e a importação alcança a cifra de 2,69 trilhões.

O governo frisou ainda que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial e lembrou que, no ano passado, a corrente comercial bilateral entre o bloco e o País chegou a 100 bilhões de dólares, representando 16% do comércio exterior brasileiro.

Em 2025, o Brasil exportou 49,8 bilhões para a UE, divididos da seguinte forma:

Combustíveis, óleos e ceras minerais – 22,0%
? Café, chá, mate, especiarias – 14,7%
? Minérios – 8,8%
? Alimentos para animais – 8,3%
? Sementes e frutos oleaginosos – 5,2%
? Celulose, papel e resíduos de papel – 4,3%
? Ferro e aço – 3,5%
? Vegetais e frutas – 3,2%Carne e preparações de carne – 3,1%
? Máquinas em geral e equipamentos industriais – 2,7%

Já o saldo de importações da UE no ano passado ficou em 50,3 bilhões de dólares:

Máquinas em geral e equipamentos industriais – 25,4%
? Produtos farmacêuticos – 15,1%
? Veículos rodoviários – 7,8%
? Máquinas e aparelhos elétricos – 6,2%
? Produtos químicos orgânicos – 5,5%
? Máquinas e aparelhos especializados para determinadas indústrias – 5,2%
? Materiais e produtos químicos – 4,9%
? Plásticos – 4,0%
? Produtos diversos das indústrias químicas – 3,3%
? Combustíveis, óleos e ceras minerais – 2,6%

Contatos: pepita.ortega@estadao.com; marianna.gualter@estadao.com; isadora.duarte@estadao.com

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