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24 de fevereiro de 2026
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, afirmou nesta terça-feira, 24, que o Caso Master tem uma “peculiaridade” e um “alinhamento perverso” entre gestores e investidores.
“Tinha um alinhamento perverso de incentivos entre os gestores e os investidores para manter essa ficção contábil. Um ‘me engana que eu gosto’. Por que ele gosta de ser enganado? Porque bota no balanço dele que tem um balanço muito mais robusto e isso permite que siga emitindo CDBs”, declarou em depoimento ao grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que supervisiona o caso Master.
Segundo ele, a peculiaridade do caso é de que o banco não foi “vítima passiva de uma fraude”, mas “promotor ativo”.
“Não são os gestores que estão dizendo para ele que a meia furada que ele botou no ativo do fundo vale R$ 500 milhões. Ele foi, em larga medida, ao que tudo tem indicado, o promotor ativo desses superdimensionamentos dos ativos dos fundos em que ele investiu”, falou.
Accioly ainda isentou a CVM, afirmando que a instituição não tem por atribuição definir as regras de distribuição de CDBs, mas que essa função cabe ao Banco Central.
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