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24 de fevereiro de 2026
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 24/02/2026 – A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informou, ontem (23), ter identificado fila de cerca de 25 quilômetros de caminhões carregados com soja no acesso aos terminais de Miritituba, no Pará, principal corredor de escoamento da safra mato-grossense pelo Arco Norte. A entidade defendeu ampliação da capacidade portuária e ajustes operacionais para reduzir o gargalo logístico no pico da colheita, conforme nota divulgada.
Segundo a Famato, a constatação ocorreu durante visita técnica da comitiva Estradeiro BR-163, formada por presidentes de 20 sindicatos rurais, que percorreu cerca de 30 quilômetros entre a região do km 30 da rodovia e os portos de transbordo. De acordo com a entidade, caminhoneiros relataram longas esperas para triagem e descarregamento, além de ausência de estrutura básica ao longo da fila.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou, em nota, que “não é possível enfrentar uma fila gigante como esta de caminhões aguardando para fazer triagem, para descarregar” e que a situação “não tem lógica”. Ele pediu atuação conjunta dos governos de Mato Grosso e do Pará e dos ministérios da Agricultura e dos Transportes. “Faço um apelo para os nossos representantes para unir forças. Precisam vir aqui ver de perto essa demanda para trazer soluções”, disse. Motoristas ouvidos pela entidade também relataram dificuldades.
Além da ampliação portuária, a Famato defendeu expansão da capacidade de armazenagem em Mato Grosso como medida para diluir o fluxo de escoamento ao longo do ano e reduzir a pressão sobre os terminais durante o pico da safra. “A questão do armazenamento de Mato Grosso é essencial para equilibrar o escoamento. Tem que começar lá atrás: armazém, rodovias e porto. Isso é planejamento. Se o produtor colhe e consegue armazenar, esse fluxo aqui também melhora”, afirmou Tomain.
A comitiva do Estradeiro BR-163 segue em campo ao longo da semana, com visitas às etapas de transbordo e avaliação das condições rodoviárias no corredor. O material coletado deve embasar propostas de infraestrutura e logística a serem encaminhadas ao poder público. O Arco Norte responde por parcela crescente das exportações de soja de Mato Grosso e é considerado estratégico para a redução dos custos logísticos frente aos portos do Sul e Sudeste.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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