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10 de abril de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 10/04/2026 – A safra de laranja 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg, informou o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). O volume representa alta de 26,9% em relação à safra anterior (230,87 milhões de caixas), mas ficou 6,9% abaixo da estimativa inicial de maio de 2025.
Segundo o Fundecitrus, o resultado final ficou praticamente estável em relação à reestimativa de fevereiro, com leve alta de 0,1%. O desempenho foi influenciado por fatores climáticos e fitossanitários, em um ciclo marcado por colheita mais tardia e maior incidência de greening.
“O déficit hídrico ao longo do ciclo, e fatores fitossanitários, mais precisamente o efeito da alta incidência de greening no cinturão, associados à colheita mais tardia do que o habitual, em virtude principalmente da elevada proporção de frutos de segunda florada, contribuíram para a redução do peso dos frutos e para o aumento da taxa de queda em relação à estimativa inicial”, informou a entidade em nota.
A safra foi marcada por chuvas abaixo da média histórica. Entre maio de 2025 e março de 2026, o acumulado foi de 1.135 mm no cinturão citrícola, volume 13% inferior à média histórica. As maiores perdas ocorreram no setor norte, com déficit de até 30%, enquanto o setor sul foi o único a registrar volumes acima da média.
Mesmo assim, as chuvas do início de 2026 favoreceram parcialmente o enchimento dos frutos tardios. “Esse remanescente foi beneficiado pelas chuvas dos primeiros meses de 2026, que, apesar de abaixo da média histórica, favoreceram um discreto aumento no peso dos frutos em relação ao projetado na reestimativa de fevereiro”, destacou o Fundecitrus.
Ainda assim, o tamanho médio das laranjas ficou abaixo do projetado inicialmente. O número de frutos necessários para compor uma caixa subiu de 258 para 266 unidades, indicando redução no peso médio individual.
Outro destaque da safra foi a elevação da taxa de queda de frutos, que atingiu 23,2%, a maior em 11 ciclos, segundo o relatório. As perdas totais foram estimadas em 88,49 milhões de caixas, sendo o greening responsável por 49,59 milhões de caixas.
“Com a colheita mais tardia, os frutos permanecem mais tempo expostos a fatores climáticos e fitossanitários, o que favorece a queda, sobretudo nas variedades tardias”, informou o Fundecitrus, citando índices de 26,0% para Valência e Folha Murcha e de 28,8% para Natal.
Entre as variedades, o grupo Valência e Folha Murcha liderou a produção, com 104,53 milhões de caixas, seguido pela Pera (87,44 milhões). As variedades precoces somaram 63,88 milhões de caixas, enquanto a Natal respondeu por 37,09 milhões.
A estimativa para a safra 2026/27 será divulgada em 8 de maio, às 10h, em evento do Fundecitrus.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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