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23 de março de 2026
Por Juliana Garçon
Rio, 23/03/2026 – O número de fusões e aquisições (M&A) acelerou 4% no segundo semestre, impulsionado por fundos de private equity e venture capital, o que, segundo Alan Riddell, sócio-líder de Consultoria em Transações e Estratégia da KPMG no Brasil, é um sinal de expectativas positivas para o mercado de capitais brasileiro.
A KPMG, que realiza uma pesquisa trimestral sobre M&A em 43 setores da economia nacional, apurou que o primeiro semestre de 2025 teve 739 operações. O número representa uma queda de 5% ante igual período de 2024 (776), enquanto o segundo semestre somou 842 transações, alta de 4% sobre 2024 (806). O levantamento mostra ainda que no consolidado do ano, a quantidade de transações se manteve estável, em 1.581, com apenas um negócio a menos do que em 2024.
“No meio do ano passado, o Brasil estava muito barato, com múltiplos e o real baixos. Isso estimula operações. E vimos o aumento do protagonismo de fundos de private equity e venture capital, que concentram maior volume de transações”, diz Riddell.
Na mesma linha, o estudo mostra que as operações de fusões e aquisições envolvendo investimentos de private equity cresceram 17,4% em 2025 (791), e que a participação desses agentes nas transações aumentou de 43% em 2024 para 50% em 2025.
“Os fundos têm muito capital já captado, disponível para investir, decidiram avançar”, disse Riddell. Para que avancem na direção dos investimentos, explica, precisam ter perspectivas de que conseguirão construir um ciclo e chegar a um desinvestimento lucrativo, o que pode acontecer por meio de um IPO ou de uma operação privada.
“Ainda não vimos a reabertura para IPOs no Brasil, mas estamos vendo o retorno nos mercados americanos e internacionais. Isso já é importante e há uma expectativa de aceleração dos IPOs nos EUA e reabertura aqui”, comentou o executivo. “Isso é uma percepção muito positiva que permitiu que os private equity avançassem, aproveitando os preços baixos.”
Além disso, a reorganização das cadeias globais fortaleceu o Brasil como destino produtivo, estimulando investimentos em logística, agronegócio e indústria em busca de maior eficiência e resiliência, afirma o sócio da KPMG.
Início de ano
O setor que mais teve operações de M&A em 2025 – e persiste aquecido neste ano – foi de tecnologia, com 40% das operações, refletindo o avanço da digitalização da economia. Como desdobramento desse movimento, as fintechs impulsionaram as aquisições no setor financeiro, que registrou alta de 52% no volume de transações (209).
Neste início de 2026, o setor segue aquecido, com perspectivas positivas em virtude pela melhora do ambiente econômico, aponta o estudo. Mas há a incerteza do cenário eleitoral. O calendário eleitoral pode gerar volatilidade no segundo semestre e postergar decisões, prevê o estudo.
Além disso, a concretização das expectativas vai depender de quem será o próximo presidente da República, acredita Riddell. “Se vier um presidente pró-mercado, haverá uma abertura mais rápida para IPOs, o que estimula os movimentos dos fundos de private equity.”
No recorte das principais tendências que devem se manter, a KPMG destacou a transformação digital, privatização e investimentos em infraestrutura, nearshoring e reconfiguração das cadeias globais, foco regulatório e ESG e reestruturação e revisões de portfolio.
Contato: juliana.garcon@estadao.comR
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