Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
27 de março de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 27/03/2026 – A JBS mantém confiança em repetir em 2026 o desempenho do ano passado, ancorada na demanda global aquecida por proteína, especialmente carne bovina, mesmo diante das incertezas envolvendo a China, que impôs cotas de importação. “A demanda global de proteína é alta, especialmente para carne bovina”, disse, ontem (26), o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, em teleconferência com analistas para detalhar os resultados do quarto trimestre de 2025.
O principal ponto de atenção continua sendo o mercado chinês. A companhia aguarda maior clareza sobre as restrições de volume impostas pelo país, mas evita antecipar cenários. “Estamos esperando até o meio do ano, mas não sabemos se a China vai dar conta das restrições de volume”, afirmou. Ainda assim, ele ponderou que parte dos países exportadores pode não conseguir preencher integralmente suas cotas.
Nesse contexto, a estratégia da companhia no Brasil passa por diversificação de canais e fortalecimento do mercado doméstico. A Friboi tem ampliado a atuação em produtos de maior valor agregado e no relacionamento com o varejo. Tomazoni também destacou mudanças estruturais no consumo, impulsionadas por novas tendências alimentares. “Com essa busca por medicamentos com GLP-1, o consumo de proteínas aumentou muito”, afirmou.
Para o segundo semestre, a companhia vê uma combinação de fatores que pode influenciar preços. A expectativa é de aumento de oferta em função de redução no fluxo para a China. “Imagino que no segundo semestre o preço será afetado”, disse.
Na Austrália, em compensação, o cenário é mais confortável. A diversificação de mercados, como Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa, reduz a dependência da China. “É fácil gerenciar o volume da Austrália para qualquer um desses mercados, então não estamos preocupados com isso”, afirmou.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
Veja também