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17 de março de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 17/03/2026 – A Itaúsa, holding de investimentos que faz parte do bloco de controle do Itaú Unibanco, registrou lucro líquido recorrente de R$ 4,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No quarto trimestre, o Itaú gerou para a Itaúsa resultado de R$ 4,5 bilhões, alta de 13,9% em um ano. Já os resultados vindos da Alpargatas ficaram em R$ 64 milhões, salto de 639,4% em 12 meses, enquanto o de Motiva subiu 67,9%, a R$ 63 milhões, e o de Copa Energia saltou 38,8%, a R$ 112 milhões. A contribuição da transportadora NTS foi de R$ 61 milhões, revertendo o saldo negativo de R$ 34 milhões um ano antes. Na contramão, Dexco gerou resultado negativo de R$ 1 milhão, 97% abaixo dos três meses finais de 2024.
Ao todo, o setor não financeiro produziu resultado recorrente de R$ 299 milhões para a Holding no período, o que representa uma crescimento de 330,3% em um ano.
As despesas administrativas da holding somaram R$ 52 milhões no último trimestre do ano, alta de 11,6% em relação ao mesmo período de 2024.
Em 2025, a Itaúsa teve lucro líquido recorrente de R$ 16,5 bilhões, incremento de 11% em relação ao ano anterior.
“No ano em que celebramos cinco décadas de trajetória, demonstramos, mais uma vez, nossa capacidade de atravessar diferentes ciclos econômicos com solidez, disciplina e foco na criação de valor de longo prazo”, disse o presidente da empresa, Alfredo Setubal, no relatório que acompanha o balanço.
De outubro a dezembro de 2025, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) recorrente da Itaúsa ficou em 19,6%, alta de 3,3 ponto porcentual em 12 meses. O patrimônio líquido da empresa atingiu R$ 88,8 bilhões, queda de 2% em um ano.
A dívida líquida da Itaúsa ficou em R$ 1,4 bilhão no final do quarto trimestre, alta de 30% em relação ao montante do mesmo período de 2024.
No ano passado, a Itaúsa realizou o pré-pagamento de dívidas no valor de R$ 1,5 bilhão, com R$ 500 milhões de recursos próprios em R$ 1 bilhão em chamada de capital, o que contribuiu para uma queda de mais de 30% no endividamento bruto. Também foram refinanciados R$ 1 bilhão de dívida para alongamento do cronograma de vencimento.
Com a operação, o custo médio da dívida da holding caiu de CDI+1,54% ao ano para CDI + 1,11% ao ano. Além disso, o prazo médio da dívida passou para 7,1 anos, enquanto houve menor concentração nos anos de 2029, 2030 e 2031.
A holding fechou o trimestre com R$ 1,8 bilhão em caixa, uma queda de R$ 1,7 bilhão ante igual período de 2024, como reflexo principalmente do pagamento de proventos e da amortização de dívida e juros, os quais foram parcialmente compensados pelo recebimento de proventos, subscrição de ações e captação realizada no período.
“Mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados, reportamos resultados recordes e remuneração atrativa a nossos acionistas e avançamos de forma consistente em nossa estratégia como gestora de portfólio, combinando alocação de capital responsável, desempenho operacional robusto e governança sólida”, destacou Setubal.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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