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Ipsos: 59% dos brasileiros acham País vai na direção errada, e segurança pública é maior desafio

7 de janeiro de 2026

Por Gabriel de Sousa

Brasília, 07/01/2026 – Pesquisa do instituto Ipsos divulgada nesta quarta-feira, 7, mostra que 59% dos brasileiros acreditam que o Brasil está trilhando um caminho errado. Por outro lado, 41% o Brasil está seguindo a direção certa. O levantamento foi feito em outros 28 países espalhados pelo mundo.

Dos 29 países estudados, o Brasil é o 19º com maior índice de pessoas com avaliação negativa. Empatado com o Brasil, está o México (59%), e acima, outros países da América Latina como Colômbia (60%) e Peru (78%). Os Estados Unidos também se posiciona na frente do Brasil, com 60%.

Segundo o levantamento, os principais problemas enfrentados pelo Brasil, de acordo com a população, são o crime e a violência (45%), corrupção financeira e política (36%), assistência médica (34%), pobreza e desigualdade social (31%), impostos (27%), inflação (24%) e educação (22%).

Entre os 29 países, os cinco problemas mais citados foram o crime e a violência (32%), inflação (30%), pobreza e desigualdade social (28%), desemprego (28%), corrupção política e financeira (27%).

O Brasil é o sexto país estudado pela Ipsos com maior índice de preocupação sobre o crime e a violência, de acordo com a população local. Acima, estão Peru (66%), México (61%), Suécia (60%), Chile (59%) e África do Sul (55%).

Já na corrupção política e financeira, o Brasil se posiciona em sétimo. Acima, estão Indonésia (61%), Hungria (54%), Peru (53%), África do Sul (52%), Malásia (46%) e Tailândia (43%).

Na assistência médica, o Brasil é o sexto país com o problema sendo mais frequentemente apontado pela população. Acima do Brasil, estão Hungria (62%), Polônia (43%), Irlanda (41%), Canadá (41%) e Itália (37%).

O instituto Ipsos ouviu cerca de 1.000 brasileiros entre os dias 21 de novembro e 5 de dezembro de 2025. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais. Segundo a pesquisa, os entrevistados brasileiros são se realidades urbanas, mais instruídas e mais abastadas do que a população em geral. Desta forma, os resultados devem ser analisados como um reflexo do segmento mais “conectado” dos brasileiros.

Contato: gabriel.sousa@estadao.com

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