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16 de março de 2026
O sócio-fundador da Oaktree Capital Management, Howard Marks, afirma que a principal lição de sua carreira é que o sucesso nos investimentos depende menos do ativo escolhido e mais do preço pago por ele. “Não é o que você compra, é o que você paga”, disse durante painel da Global Conference, encontro promovido pela XP, nesta segunda-feira, 16, em Miami, nos Estados Unidos.
Segundo Marks, a percepção foi moldada no início de sua trajetória em Wall Street, quando acompanhou o desempenho das chamadas “Nifty Fifty”, grupo de cerca de 50 empresas americanas consideradas de crescimento acelerado no fim dos anos 1960. Apesar da qualidade das companhias, investidores que compraram esses papéis em 1969 e os mantiveram por cinco anos perderam cerca de 95% do capital, lembra o gestor. “O problema não era a qualidade das empresas, mas o fato de que estavam caras demais”, afirma.
Após essa experiência, Marks migrou para o mercado de crédito e passou a investir em títulos high yield – papéis emitidos por empresas com perfil de risco mais elevado -, estratégia que acabou se tornando a base da atuação da Oaktree. “Não existe nada tão bom que não possa se tornar perigoso se estiver caro demais. E há poucas coisas tão ruins que não possam ser um bom investimento se estiverem baratas o suficiente”, avalia.
Percepção de riscos
Marks também criticou a forma como o risco costuma ser definido no mercado financeiro. Segundo o gestor, a volatilidade – frequentemente usada como indicador de risco em modelos acadêmicos – não reflete o verdadeiro perigo enfrentado pelo investidor. “Risco é a possibilidade de perda permanente de dinheiro. Se preocupar com volatilidade é uma distração”, afirma.
Na avaliação do gestor, a ideia de que ativos mais arriscados geram retornos maiores também costuma ser mal interpretada. O conceito correto, afirmou, é que investimentos percebidos como mais arriscados precisam oferecer retornos potenciais maiores para atrair capital.
Marks ainda citou o mercado de crédito privado como exemplo de possível confusão entre volatilidade e risco, uma vez que, como esses ativos não são negociados diariamente, suas cotações tendem a oscilar menos do que as de ações ou títulos públicos. O gestor destaca, porém, que a ausência de variação de preço não significa que o risco seja menor. “O fato de algo não oscilar no preço não quer dizer que seja seguro”, afirma. “Os riscos subjacentes continuam exatamente os mesmos.”
*A jornalista viajou a convite da XP
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