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Instituto brasileiro se destaca em nível de precisão de pesquisa eleitoral da Hungria

15 de abril de 2026

Por Redação, do Estadão

São Paulo, 15/04/2026 – As eleições parlamentares na Hungria, realizadas no domingo, 12, registraram a vitória de Péter Magyar, encerrando um período de 16 anos de governo de Viktor Orbán. O resultado confirmou uma pesquisa do instituto brasileiro AtlasIntel, destacando-se também como o estudo mais preciso do processo eleitoral.

O instituto previu uma votação de 52,1% para o Tisza, de Magyar, contra 39,3% para o Fidesz, de Orbán – números muito próximos dos 52,1% e 39,5% contabilizados na apuração de 98,93% das urnas. O erro médio da última medição do AtlasIntel era de 0,33 ponto percentual, o menor dentre todas as empresas envolvidas nas pesquisas.

O resultado também se destaca em um cenário de divergência entre os institutos atuantes no país. Muitas empresas indicavam a possibilidade de vitória do governo, enquanto a AtlasIntel antecipou que a oposição húngara ganharia com vantagem. Foi a primeira atuação do instituto brasileiro no país.

Relatório preliminar da Missão Internacional de Observação Eleitoral da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) apontou que o Fidesz se beneficiou de vantagens sistêmicas que dificultaram a corrida política. Entre os obstáculos citados estão o uso de cargos públicos e recursos administrativos para fins de campanha, além de uma cobertura midiática em favor do Orbán nos canais estatais e em parte da mídia privada.

A legislação eleitoral também passou por alterações recentes que aumentaram o desafio da análise estatística. Em 2024, mais de um terço dos distritos eleitorais tiveram limites redefinidos – segundo a oposição, foi uma tentativa de enfraquecer a representação em áreas onde o governo registrava menor popularidade.

O AtlasIntel acrescenta que os registros de votação por correspondência para húngaros residentes no exterior podem alterar os registros quando forem devidamente contabilizados. Mas a curva tende a estreitar ainda mais a margem dos candidatos, favorecendo a leitura do instituto.

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