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23 de janeiro de 2026
O acordo assinado entre Mercosul e União Europeia só deve produzir efeitos comerciais relevantes para o Brasil no médio prazo, já que num primeiro momento o impacto deve ser limitado por cotas à entrada de produtos agrícolas livre de imposto no mercado europeu.
A avaliação é feita em relatório do departamento de pesquisa econômica Bradesco, que traz um estudo sobre as condições para a venda de diversos produtos ao mercado europeu com o tratado de livre comércio assinado entre os blocos econômicos no último sábado. A expectativa é de maior corrente de comércio com a assinatura do acordo, mas não no curto prazo.
Os analistas do Bradesco observam que o acordo prevê longas transições para a diminuição de tarifas entre os blocos, e lembra que os parlamentares europeus encaminharam o tratado com o Mercosul para revisão jurídica.
Os principais produtos exportados pelo Brasil ao bloco europeu são petróleo e café em grãos, que, conforme lembra o relatório do Bradesco, já possuem tarifas zeradas no Velho Continente. Outros produtos agrícolas, que também têm peso importante na pauta, terão tarifas zeradas dentro de cotas estabelecidas.
A soja, um dos produtos mais exportados pelo Brasil, já conta com isenção de tarifas e cotas para entrar na Europa, de modo que, pontuam os analistas do Bradesco, o acordo não promove mudanças estruturais quanto à competitividade e volume exportado.
Em relação ao açúcar, o acordo, observa o Bradesco, prevê uma cota anual isenta de tarifas de 180 mil toneladas. Acima desse limite, o açúcar brasileiro enfrentará tarifas muito superiores às tarifas atuais, um reflexo do forte protecionismo europeu em favor de produtores de beterraba sacarina.
Se a União Europeia acionar o mecanismo de salvaguarda que permite suspender benefícios tarifários em caso de risco a produtores locais, os analistas do Bradesco entendem que o impacto a produtores de açúcar no Brasil tende a ser baixo, já que o volume exportado aos europeus é pequeno e pode ser facilmente redirecionado para a Ásia.
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