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9 de dezembro de 2025
Por Thais Porsch
São Paulo, 09/12/2025 – A dívida global total aumentou em mais de US$ 26,4 trilhões nos primeiros três trimestres de 2025, elevando o estoque total para pouco menos de US$ 346 trilhões (310% do PIB), informou o Instituto de Finanças Internacionais (IIF) em relatório nesta terça-feira.
Embora o aumento permaneça concentrado nos EUA e na China, a maior parte do avanço geral veio de mercados maduros, onde a acumulação de dívida acelerou rapidamente este ano – à medida que os principais bancos centrais afrouxam a política monetária. Os mercados maduros adicionaram mais de US$ 17 trilhões, elevando seu total para mais de US$ 230 trilhões. Além dos EUA, França, Alemanha e Reino Unido registraram alguns dos maiores aumentos, enfatiza o IIF.
Com a dívida total nos mercados emergentes atingindo um novo recorde, de mais de US$ 115 trilhões no terceiro trimestre de 2025 – um aumento de US$ 5,5 trilhões desde o final de 2024 – Brasil, Rússia, Coreia, Polônia e México viram os maiores aumentos após a China. “Um dólar mais fraco também desempenhou um papel importante na inflação do valor da dívida para tomadores não denominados em dólares”, acrescenta.
O aumento da dívida global continua concentrado no setor governamental, segundo o instituto, com China e EUA novamente registrando os maiores aumentos, seguidos por França, Itália e Brasil. Com os déficits orçamentários ainda elevados, é provável que os governos continuem aumentando seus encargos de dívida e despesas com juros. “Como resultado, a atenção dos investidores está cada vez mais voltada para os leilões de títulos do governo e planos de empréstimos governamentais”.
Em paralelo, a dívida corporativa não financeira está se aproximando rapidamente de US$ 100 trilhões, com o empréstimo pelos setores ligados à inteligência artificial e energia limpa acelerando – uma tendência que deve remodelar os mercados de crédito globais nos próximos anos.
Segundo o IIF, um risco notável decorre do caso em andamento na Suprema Corte dos EUA sobre tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). Se a Corte decidir que essas tarifas não podem ser autorizadas, as pressões fiscais dos EUA podem piorar materialmente. “Isso teria implicações significativas nos mercados de ativos, incluindo os preços do ouro, que viram um aumento substancial na demanda à medida que os investidores se protegem contra o aumento das despesas com juros do governo na era pós-pandemia”, pontua o instituto.
Contato: thais.porsch@estadao.com
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