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10 de dezembro de 2025
Por Gabriela da Cunha
Rio, 10/12/2025 – A Iconic, joint venture entre Ipiranga e Chevron para fabricação de lubrificantes, decidiu entrar no mercado de centros de dados (datacenters) e oferecer serviços e produtos para o resfriamento líquido por imersão dessas unidades. O objetivo é ofertar desde os fluidos adequados para a refrigeração de ambientes de alta densidade térmica até serviços de infraestrutura.
De olho nos projetos anunciados antes mesmo do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter no Brasil (ReData), que somavam 5 gigawatts (GW) de capacidade, a companhia firmou parcerias tecnológicas com a HF Sinclair/Innovate, Arteco/Zitrec e a Park Place Technologies.
Segundo Marcelo Guimarães, gerente executivo da Iconic BaseOil Solutions, a empresa se antecipa a um cenário que tende a ganhar ritmo no médio prazo: a demanda por serviços e profissionais especializados que façam a gestão 360º da cadeia de datacenters a partir da tecnologia de resfriamento líquido (liquid cooling).
“Essa tecnologia vem sendo estudada pela empresa há alguns anos e, recentemente, encontramos os parceiros ideais, que possuem as aprovações dos principais fabricantes de componentes para a indústria digital”, afirma à Broadcast.
A companhia se apoia na expectativa de crescimento médio anual da tecnologia de resfriamento líquido por imersão, estimada em US$ 350 milhões no mercado nacional, além de estudos técnicos que indicam que a capacidade dos sistemas tradicionais de refrigeração por ar está próxima do limite operacional frente às novas densidades computacionais.
A métrica internacional de eficiência energética, o PUE (Power Usage Effectiveness), também confirma a diferença entre os modelos de resfriamento: enquanto sistemas convencionais operam em torno de 1,50, o resfriamento por imersão tende a alcançar 1,03, próximo ao limite de máxima eficiência técnica.
O executivo cita estimativas que indicam que os quatro primeiros complexos nacionais de datacenters voltados à Inteligência Artificial (IA) demandam até três vezes mais energia por operação do que sistemas convencionais e podem atingir um consumo anual equivalente ao de 16,4 milhões de residências.
“Atuando com soluções que reduzem o consumo de energia, emissões e riscos operacionais, entramos no movimento de modernização da infraestrutura digital brasileira, cada vez mais relevante para a competitividade econômica e para os compromissos ambientais”, reforça.
contato: gabriela.cunha@estadao.com
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