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Haddad: Nós tentamos fazer o Prouni antes na capital paulista, na gestão de Marta Suplicy

31 de março de 2026

Por Francisco Carlos de Assis e Geovani Bucci

São Paulo, 31/03/2026 – O ex-ministro da Fazenda e atual candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) contou há pouco que o Programa Universidade para Todos (Prouni), uma iniciativa do governo federal, foi tentado na capital paulista, na gestão da então prefeita Marta Suplicy. Haddad, já em tom de campanha, fez a afirmação durante cerimônia em comemoração dos 21 anos do Prouni e os 14 anos da Lei de Cotas no Brasil, diante do presidente Lula e um público de cerca de 15 mil pessoas, segundo a organização do evento, no Sambódromo da capital paulista.

“O Prouni, na verdade, nasceu numa experiência municipal que não deu certo. Quando eu trabalhava na gestão da Marta Suplicy, na cidade de São Paulo, nós tentamos fazer o Prouni. Mas o imposto municipal era tão pequeno que nenhuma universidade se interessou em aderir àquilo que a gente estava pretendendo fazer na cidade de São Paulo”, disse Haddad.

Depois, ao ser convidado a participar do governo Lula junto com a esposa Ana Estela Haddad, o casal se sentiu estimulado por mães de alunos a tentar reeditar o Prouni na esfera federal.

“Toda vez que a Estela recebia as cartas das mães, que não tinham vagas para os seus filhos, nem na universidade pública, e menos ainda na universidade particular ela dizia para mim, pô Fernando, nós temos que tentar fazer aqui o Prouni Federal. E eu não dava muita confiança, porque não tinha dado certo fazer aqui no município, o que viria a ser o Prouni. Até que, ela recebeu uma carta de uma mãe, que estava pagando financiamento estudantil, estava pagando Fies, de um filho, que já tinha falecido, que tinha morrido. E ela, que era pobre, precisava honrar o nome do filho, trabalhando para pagar o financiamento de um curso, que não podia ser mais concluído, porque o filho dela tinha partido. E foi a partir dessa carta, que eu e a Ana Estela começamos a trabalhar no que viria a ser o Prouni”, disse Haddad.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que também participa do evento, contou que como filha de uma diarista da Favela da Maré não teria ingressado à universidade se não fosse pelas cotas raciais. “Não tem como a gente não se emocionar e dizer que o povo que representa este país está pronto para a nova sociedade”, disse a ministra.

Contato: francisco.assis@estadao.com; geovani.bucci@estadao.com

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