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Grãos/EUA: preços devem ter recuperação modesta em 2026/27 após ciclo de baixa, diz estudo

27 de março de 2026

São Paulo, 27/03/2026 – Os preços de grãos nos Estados Unidos devem ter uma recuperação modesta em 2026/27, após terem recuado significativamente desde os picos observados em 2021/22 e 2022/23, de acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa em Políticas Alimentares e Agrícolas da Universidade do Missouri. Mesmo com essa reação, milho, soja e trigo ainda vão permanecer abaixo da média da última década, refletindo um período recente marcado por oferta elevada e ajustes no comércio internacional.

Em 2025, houve uma mudança significativa na alocação de área nos EUA, com produtores migrando da soja para o milho. Para 2026, no entanto, o estudo prevê que a área plantada com milho deve cair para 94,9 milhões de acres (38,4 milhões de hectares), enquanto a soja deve avançar para 83,3 milhões (33,71 milhões de hectares), indicando uma recomposição mais equilibrada entre as culturas. No ano passado, foram semeados 98,8 milhões de acres (39,6 milhões de hectares) com milho e 81,2 milhões de acres (32,86 milhões de hectares) com soja.

No caso do milho, a expectativa é de preços médios ao redor de US$ 4,21 por bushel para a safra colhida em 2026, ante US$ 4,09 em 2025 e US$ 4,34 na média de dez anos. A redução da produção – resultado de menor área plantada e retorno a produtividades mais próximas da tendência – deve contribuir para uma elevação das cotações em 2026/27, diz o estudo. Ainda assim, estoques finais continuam relativamente confortáveis, com queda nas exportações, no uso para ração e no consumo residual. Fatores como os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de fertilizantes, além das condições climáticas na primavera, seguem no radar e podem alterar a decisão final de plantio, segundo a universidade.

Os preços da soja também devem ter recuperação moderada. O preço médio projetado para 2026/27 é de US$ 10,39 por bushel, acima dos US$ 10,21 estimados para o ciclo anterior mas abaixo da média de dez anos, de US$ 10,55. Em 2025, a produção norte-americana recuou em função da menor área cultivada, apesar dos rendimentos recordes. Para 2026, a expansão da área, combinada com um leve ganho de produtividade, deve elevar a produção para mais de 4,3 bilhões de bushels (117 milhões de toneladas), diz o estudo. Ainda assim, a recomposição da demanda doméstica e uma recuperação gradual das exportações tendem a reduzir os estoques finais.

Já o trigo apresenta um movimento mais claro de recuperação. Após atingir cerca de US$ 4,90 por bushel no ciclo anterior, o preço deve subir para US$ 5,58 em 2026/27, mas ainda ficar abaixo da média de dez anos, de US$ 5,72. Em 2025/26, a maior produtividade mais do que compensou a redução de área, elevando a produção total e pressionando os preços, segundo a Universidade do Missouri. Para 2026, rendimentos mais próximos da média histórica tendem a reduzir a oferta, ao mesmo tempo em que as exportações ganham fôlego diante de uma concorrência externa ligeiramente menor. Com isso, os estoques finais devem se ajustar para baixo, contribuindo para a sustentação das cotações, afirma o estudo.

(Equipe AE)

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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