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16 de março de 2026
Por Eduardo Puccioni
São Paulo, 16/03/2026 – A equipe de fundos da XP realizou um levantamento com gestores multimercados macro plugados em sua plataforma onde mostra que a maioria voltou a elevar o otimismo com a Bolsa brasileira, além de aumentar as posições compradas em real, prevendo uma valorização da divisa local.
O levantamento realizado entre os dias 2 e 10 e março, com 23 gestores que possuem mandatos multimercado macro, mostra que 52% deles estão aumentando suas posições compradas em ações brasileiras, na expectativa por maior avanço nos preços. Outros 39% têm posição neutra, enquanto 9% estão posicionados de forma negativa.
No mercado de câmbio, os gestores apostam na valorização do real, com 92% declarando estar comprados na divisa brasileira, um aumento importante em relação à pesquisa de janeiro de 2026, quando esse porcentual era de 72%.
Quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima quarta-feira (18), 74% dos gestores acreditam no corte de 0,50 ponto porcentual (pp) da taxa básica de juros, enquanto 22% creem na redução de 0,25 pp. Apenas 4% dos entrevistados acreditam na manutenção da Selic. Sobre o corte de juros nos Estados Unidos, pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), 100% dos gestores esperam a manutenção dos juros na próxima reunião, também marcada para quarta-feira.
Os conflitos geopolíticos trouxeram uma reprecificação do risco para os gestores, elevando a expectativa de Selic para o encerramento de 2026. Na pesquisa de janeiro, era esperada uma taxa básica de 11,8% ao final do ano, passando para 12,2% no levantamento de março. “Esse movimento reforça a leitura de que, embora o ciclo de flexibilização monetária esteja no radar do mercado, o processo tende a ocorrer de forma gradual e dependente da evolução do cenário macroeconômico global e doméstico”, afirma o documento da XP.
No levantamento, a XP faz um alerta aos gestores multimercados, explicando que em momentos como o atual, é natural que surjam questionamentos sobre a necessidade de movimentar ou ajustar a carteira no curto prazo, mas que “antes de qualquer decisão, é fundamental revisitar a tese de investimento que motivou a alocação inicial e avaliar se ela permanece válida dentro do horizonte proposto para aquele veículo”.
Contato: eduardo.puccioni@estadao.com
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