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Genial/Quaest: Corrupção sobe de 17% para 20% entre preocupações; violência lidera com 27%

11 de março de 2026

Por Gabriel Hirabahasi e Geovani Bucci

Brasília e São Paulo, 11/03/2026 – A preocupação com a corrupção subiu no último mês, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 11. Há um mês, 17% viam a corrupção como o maior problema no País. Agora, 20% disseram o mesmo.

Essa variação acontece no momento de divulgação de uma série de suspeitas sobre a ligação do banqueiro Daniel Vorcaro – do Banco Master, preso na semana passada – com políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda assim, a preocupação com a corrupção não ultrapassou o medo da violência, que se mantém como o maior, com 27% (o mesmo porcentual de fevereiro).

O cenário apontado pela pesquisa mostra que não há nenhum assunto despontando como o principal problema a ser resolvido pelos candidatos à Presidência neste ano. A seguir, o porcentual de cada uma das preocupações:

– Violência: 27% (eram 27%);
– Corrupção: 20% (eram 17%);
– Problemas sociais: 18% (eram 20%);
– Saúde: 13% (eram 13%);
– Economia: 10% (eram 12%);
– Educação: 6% (eram 6%).

Diante desse quadro sobre os problemas do País, 59% disseram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merece continuar mais quatro anos no Palácio do Planalto. Para outros 37%, ele merece. No mês passado, 57% acreditavam que ele não merecia mais um mandato, enquanto 39% diziam que ele merecia – um sinal da deterioração da popularidade do presidente.

A pesquisa Genial/Quaest também conseguiu medir que, pela primeira vez desde março do ano passado, há um medo maior entre os entrevistados de que Lula continue à frente da Presidência. 43% dos entrevistados disseram ter mais medo de que o petista tenha mais um mandato, enquanto 42% afirmaram ter mais medo da volta da família Bolsonaro. Outros 7% disseram ter medo dos dois.

A melhora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na pesquisa também é mostrada quando os entrevistados foram questionados se Jair Bolsonaro acertou ou errou ao indicar seu filho mais velho para a disputa. Em dezembro, quando Flávio anunciou sua pré-candidatura, apenas 36% diziam que o ex-presidente tinha acertado, enquanto 54% acreditavam que ele tinha errado. Essa curva se inverteu. Hoje, 39% acham que Bolsonaro errou, enquanto 47% pensam que ele acertou na escolha do filho “zero um” para a corrida presidencial.

A pesquisa também mediu, pela primeira vez, a percepção dos eleitores quanto à moderação de Lula e de Flávio em relação aos seus grupos políticos. Os eleitores foram questionados, por exemplo, se os dois pré-candidatos são ou não mais moderados em relação ao PT e ao bolsonarismo.

Para 42%, Lula é mais moderado que o PT. Outros 43% disseram que ele não é mais moderado que os petistas. No caso de Flávio, 38% afirmaram que ele é mais moderado, enquanto 48% declararam que ele não é mais moderado que a família.

A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05809/2026.

Contato: geovani.bucci@estadao.com; gabriel.hirabahasi@broadcast.com.br

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