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26 de março de 2026
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira, 26, que a autarquia agiu corretamente ao construir um processo “bem fundamentado” sobre a liquidação do Banco Master, inclusive com ampla chance de esclarecimento pela instituição, justamente para evitar questionamentos judiciais no futuro.
“Vale lembrar, e eu já citei duas vezes, que tanto o Banco Central quanto o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) estão respondendo por processos de liquidação de bancos que ocorreram 50, 20 anos atrás”, ponderou Galípolo, em entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM). “Ele (o processo) tinha de estar bem fundamentado para sobreviver ao longo do tempo.”
O banqueiro central fez uma rápida cronologia das investigações. Ele lembrou que, no fim de 2024, o Banco Master recebeu um alerta sobre a necessidade de adequar seu capital, governança e liquidez em seis meses.
Em janeiro, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, percebeu que o banco estava vendendo carteiras novas para fazer frente ao vencimento de compromissos, o que despertou a atenção da supervisão. Em fevereiro, um grupo foi constituído para fazer a análise da carteira, e a autarquia pediu diversas vezes esclarecimentos do Master sobre o processo.
Esse foi o início da investigação do BC que concluiu que o banco de Daniel Vorcaro vendeu até R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas para o Banco de Brasília (BRB), caso que acabou desencadeando a primeira fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Segundo Galípolo, o BC seguiu seu mandato e foi zeloso com a investigação.
O presidente do BC aproveitou para agradecer o “espírito técnico e comprometimento” da equipe de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que fez uma diligência na autarquia, após o ministro Jhonatan de Jesus ter aberto um processo para investigar se teria havido “precipitação” na liquidação do Master. Os auditores da Corte de Contas concluíram que a autoridade monetária agiu corretamente.
“Em um momento como esse que a gente está passando, é muito importante que cada um de nós, e o jornalismo profissional tem um papel muito importante nisso, desenvolva o seu papel institucional dentro do mais absoluto rigor. O que eu quero dizer com isso? Significa não recuar e não ceder sobre o que são as suas prerrogativas e o que é o seu mandato nem um milímetro”, completou Galípolo.
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