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9 de fevereiro de 2026
Por André Marinho e Eduardo Laguna
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou hoje que a liquidação extrajudicial do Banco Master deixou uma série de lições, entre elas a importância de se criar mecanismos de enforcement para garantir o casamento entre ativos e passivos de uma instituição financeira.
Em evento organizado pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Galípolo explicou que a regulação não proíbe bancos de fazerem captação com instrumentos a taxas superiores ao CDI. “Isso não configuraria um objeto para fazer um atuação de liquidar o banco”, disse.
A principal questão se referia ao lado dos ativos do Master, de acordo com ele. Ao longo do ano passado, o banco começou a enfrentar incertezas sobre credibilidade e dificuldade para continuar fazendo as captações, o que impõe restrição de liquidez, lembrou. “Não conseguir captar deveria afetar o crescimento, não a liquidez ou solvência de m banco”, ressaltou.
No final de 2024, a diretoria de fiscalização do BC, então, convocou a gestão do Master para um termo de comparecimento, o que dá à instituição seis meses para apresentar devidas correções de liquidez, governança e patrimônio, disse Galípolo.
Em janeiro de 2025, o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, começou a levantar dúvidas sobre as negociações de carteiras. “O normal é que se comece fazer venda de ativos para reforçar liquidez. O que soou estranho era a formação de novas carteiras em meio a dificuldades”, comentou Galípolo.
Em fevereiro, ainda de acordo com o banqueiro central, foi constituído um grupo específico para fazer as diligências sobre o caso. O Master apresentou a primeira versão do parecer de liquidez à diretoria de fiscalização, que “não encontra evidências da existência de carteiras”. “O diretor de fiscalização foi o primeiro a dar o cartão amarelo”, destacou Galípolo.
Contato: andre.marinho@estadao.om
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