Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
6 de abril de 2026
Por Aline Bronzati, correspondente
Nova York, 06/04/2026 – O Fundo Monetário Internacional (FMI) acendeu um sinal de alerta para um novo aumento dos desequilíbrios globais, que continuam “concentrados e persistentes”. Diante do quadro atual, o organismo, com sede em Washington, nos Estados Unidos, recomenda que os países façam a devida lição de casa para lidar com um cenário mais incerto.
A avaliação está em um documento técnico discutido pelo Conselho Executivo do FMI em 1º de abril e divulgado nesta segunda-feira, 6. O organismo propõe um “marco estruturado” para explicar como políticas domésticas alteram decisões de poupança e investimento – e, por consequência, os saldos externos.
“Os desequilíbrios se ampliaram novamente e permanecem concentrados e persistentes”, diz o Conselho Executivo do FMI, no documento.
Segundo o organismo, as políticas macroeconômicas tradicionais seguem o motor dominante dos desequilíbrios. A combinação de escolhas internas – como política fiscal, monetária e medidas que afetam consumo e investimento – continua ditando o tamanho dos déficits e superávits, mais do que iniciativas de política industrial desenhadas para favorecer empresas ou setores específicos, avalia.
O Fundo também chama atenção para um atalho com efeitos mais fortes, mas politicamente sensível: políticas industriais “macro”, aplicadas em toda a economia e frequentemente combinadas com medidas como controles de fluxo de capitais e acumulação de reservas, podem “afetar materialmente” a conta corrente. O custo, porém, vem explícito: essas estratégias tendem a reduzir consumo doméstico e gerar efeitos colaterais para outros países.
No mesmo sentido, o FMI diz que restrições comerciais, frequentemente apresentadas como antídoto para déficits externos, só mudariam o saldo em conta corrente de forma relevante em casos específicos – quando usadas temporariamente ou para sustentar maior poupança pública.
O Fundo entende que se países deficitários e superavitários ajustarem suas políticas ao mesmo tempo, o resultado seria duplo: menor desequilíbrio global e maior produção mundial. “O caminho futuro dos desequilíbrios globais será amplamente moldado pelas trajetórias macroeconômicas domésticas”, avalia.
Para o FMI, a trajetória futura desses desequilíbrios será “largamente moldada” por rumos macroeconômicos domésticos, e um reequilíbrio duradouro depende de ação coletiva, com os países “se movendo juntos”.
O Conselho Executivo do Fundo endossou as conclusões e pediu avanço nas métricas: refinamento do modelo de Avaliação de Balanço Externo (EBA), fechamento de lacunas estatísticas e maior transparência sobre políticas comerciais e industriais. O FMI também pretende reforçar bases de dados, monitoramento e diálogo com os países-membros para ampliar a vigilância sobre riscos à estabilidade macroeconômica e financeira.
Contato: aline.bronzati@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
Veja também