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5 de março de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 05/03/2026 – O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) confirmou, nesta quinta-feira, o plano de recomposição que prevê a antecipação de 60 meses de contribuições mensais das instituições associadas, após o rombo deixado pelo caso Master. O desenho da reconstrução da liquidez do Fundo havia sido antecipado pela Broadcast no mês passado, após ter sido deliberado em reunião do conselho de administração do FGC.
Segundo comunicado, o recolhimento será realizado em 25 de março e deve adicionar ao caixa do Fundo um valor estimado em R$ 32,5 bilhões. Considerando as liquidações de Banco Master, Will Bank e Banco Plano, no entanto, o rombo total passa de R$ 50 bilhões. Conforme fontes, haverá também um aumento extraordinário de 50% na contribuição mensal, mas esse ponto não aparece na comunicação de hoje.
O objetivo é “assegurar a solidez patrimonial do FGC e garantir a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações”, de acordo com a nota. As instituições foram informadas da exigência ontem via Sisbacen, sistema de comunicação Banco Central com o setor.
Estimativas de analistas compiladas pela Broadcast mostraram que a antecipação poderia ter impacto próximo de R$ 30 bilhões para os cinco maiores bancos do País (Caixa Econômica, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil). No começo da semana, porém, o BC atendeu a um pedido do setor e liberou o recolhimento de depósitos compulsórios para que as instituições façam aportes no FGC.
A medida tende a mitigar os efeitos da recomposição sobre os balanços dos principais bancos brasileiros. Em conversa com jornalistas hoje, o vice-presidente de finanças da Caixa, Marcos Brasiliano, disse que a autorização do BC reduzirá significativamente a conta para as instituições financeiras.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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