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23 de fevereiro de 2026
Por Pedro Lima
São Paulo, 23/02/2026 – O diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller afirmou que a política monetária deve “ignorar” os efeitos temporários das tarifas sobre a inflação e reiterou que a inflação subjacente está próxima da meta de 2% do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), apesar das oscilações recentes nos índices cheios.
Waller ressaltou, durante discurso em evento, que a decisão recente da Suprema Corte que derrubou parte das tarifas pode até reduzir custos de produção e pressionar preços para baixo, mas ponderou que “é cedo demais” para saber qual será o efeito líquido, especialmente diante da possibilidade de reimposição das taxas pelo governo Trump por outros instrumentos legais. De todo modo, disse ser improvável que a decisão judicial altere de forma significativa sua avaliação sobre a postura apropriada da política monetária.
O dirigente destacou que há “considerável incerteza” sobre a extensão em que as tarifas continuarão em vigor. Para Waller, a decisão da Corte pode ter impacto positivo sobre gastos e investimentos ao reduzir custos e melhorar o ambiente para empresas, mas reforçou que os efeitos e sua duração ainda são incertos.
Segundo o diretor do banco central americano, a inflação medida pelo PCE deve ter ficado em torno de 2,8% nos últimos 12 meses, enquanto o núcleo permanece mais elevado, mais próximo de 3%. Ainda assim, Waller avalia que, ao excluir o impacto das tarifas, a inflação subjacente está “próxima da meta de 2%”, o que reforça sua leitura de que os choques comerciais têm efeito transitório. “A sabedoria tradicional dos bancos centrais sugere que devemos ‘ignorar’ as tarifas. Fiz isso quando elas aumentaram e farei o mesmo se diminuírem”, afirmou.
No campo da atividade, Waller afirmou que o crescimento econômico tem sido sólido. O PIB avançou 1,4% no quarto trimestre de 2025, e, ao suavizar efeitos pontuais como a paralisação do governo, ele espera que o PIB real cresça acima de 2% no primeiro semestre de 2026. Pesquisas empresariais indicaram retomada em janeiro, com melhora tanto na indústria quanto nos serviços.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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