Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Data Feed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
5 de janeiro de 2026
Por Antonio Perez
São Paulo, 05/01/2026 – Após tocar R$ 5,45 pela manhã, o dólar perdeu força à tarde e encerrou a sessão desta segunda-feira, 5, em queda moderada, na casa de R$ 5,40. O real parece ter se beneficiado do enfraquecimento global da moeda americana e da melhora do apetite ao risco no exterior, com alta firme das bolsas em Nova York, ao longo da segunda etapa de negócios.
Além de dados fracos do setor industrial no EUA, divulgados no início da tarde, ganhou força entre analistas a leitura de que a captura de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, pelos Estados Unidos no último sábado poderá provocar um efeito deflacionário sobre a economia global, abrindo espaço para uma rodada de alívio monetário.
A despeito da alta de mais de 1,50% das cotações do petróleo hoje, a perspectiva é a de que a commodity perca valor no médio prazo com o aumento da produção venezuelana, na esteira de retirada de embargos e do retorno dos investimentos de petrolíferas americanas no país caribenho, observa o economista-chefe da corretora Monte Bravo, Luciano Costa.
“O clima de incerteza provocado pelos acontecimentos no fim de semana deixou o mercado na defensiva no início do dia. Mas tivemos ao longo da tarde um movimento de ‘risk on’ com o mercado reavaliando as consequências da intervenção americana na Venezuela”, afirma Costa.
Com mínima a R$ 5,3958, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,37%, a R$ 5,4055 – menor valor de fechamento desde o último dia 11 (R$ 5,4044). Após subir 2,89% em dezembro, o dólar já acumula queda de 1,52% nos dois primeiros pregões de janeiro.
Apesar do bom humor dos mercados ao longo da tarde, picos de aversão ao risco não estão descartados diante de uma eventual escalada das tensões geopolíticas. Embora tenha condenado a ação americana, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou ontem que deseja trabalhar “junto” com os EUA e que busca “relações respeitosas”.
As declarações vieram após Trump afirmar que Delcy teria “um destino pior” que o de Maduro se não colaborassem com os EUA. O presidente americano também atacou verbalmente o presidente colombiano, Gustavo Petro, e deixou em aberto a possibilidade de uma operação americana na Colômbia.
“No curtíssimo prazo, o exterior tende a se preponderando para o câmbio. Se não houver desdobramento negativo do lado geopolítico com essa intervenção nos EUA na Venezuela, os fatores domésticos, com as perspectivas para a taxa de juros e a eleição presidencial, devem voltar a fazer mais preço no câmbio”, afirma o economista-chefe da corretora Monte Bravo.
Lá fora, o índice DXY – que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes – operava em leve baixa no fim da tarde, na casa dos 98,260 pontos, perto das mínimas do dia, após máxima aos 98,861 pontos pela manhã.
Entre indicadores, destaque para a queda de 48,2 em novembro para 47,9 em dezembro do índice de atividade industrial (PMI, na sigla em inglês) dos EUA, contrariando as expectativas de analistas consultados pela FactSet, que previam alta a 48,7. Leituras abaixo de 50 pontos indicam contração da atividade.
“O movimento de queda da moeda americana ganhou força definitiva após a divulgação do índice de atividade industrial nos EUA abaixo do esperado”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, acrescentando que o real acompanhou o movimento de baixa do dólar no exterior.
As atenções dos investidores se voltam nos próximos dias à divulgação dados de emprego nos EUA referentes a dezembro: o relatório ADP na quarta-feira, 7, e o relatório mensal de emprego (payroll) na sexta-feira, 9. Sinais de deterioração do mercado de trabalho podem dar força à perspectiva de mais cortes de juros pelo Federal Reserve neste primeiro trimestre, após redução acumulada de 75 pontos-base em 2025.
Contato: antonio.perez@estadao.com
Veja também