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26 de janeiro de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 26/01/2026 – O saldo total da carteira de crédito deve fechar 2025 com expansão de 9,4%, segundo a Pesquisa Especial de Crédito divulgada pela Federação Brasileira de Bancos nesta segunda-feira, 26. Se confirmado, o resultado marcará uma desaceleração gradual, após o avanço de 11,5% em 2024, em um cenário de escalada da taxa básica de juros.
O levantamento mensal é compilado com dados consolidados das principais instituições financeiras do Brasil e serve como prévia da Nota de Crédito do Banco Central, que será divulgada na próxima quinta-feira, 29.
Somente em dezembro, o saldo deve ter avançado 1,4%, de acordo com a sondagem. A expectativa é de que o movimento seja liderado pela carteira destinada às empresas, com uma alta mensal de 2,4%. A sazonalidade da temporada de compras de fim de ano contribui para o desempenho, diante do uso maior de linhas de desconto de recebíveis e antecipação de faturas de cartão, de acordo com a Febraban.
No entanto, a carteira livre PJ deve ter incremento anual de 1,5%, forte desaceleração após o salto de 9,5% em 2024, na esteira dos juros mais altos, a majoração do IOF, a concorrência com o mercado de capitais e as linhas direcionadas, conforme a pesquisa. Por outro lado, a carteira PJ direcionada tende a subir 1,1% em dezembro e 16,4% em 2025 (ante +10,7% em 2024), com o impulso dos programas de crédito governamentais.
Crédito às famílias
Ainda segundo o levantamento, o saldo de crédito destinado às famílias deve ter crescimento de 0,8% no confronto mensal e de 11% no anual. A estimativa é de que a carteira recursos livres para a pessoa física tenha registrado alta de 12,6% em 12 meses, no mesmo ritmo de 2024, diante da melhora sazonal do cartão de crédito à vista e, em menor grau, da linha de veículos. Em dezembro, o aumento seria de 1,0%.
Já para a carteira PF direcionada, a expectativa é de uma alta de 0,7% no mês e de uma desaceleração para 9,1% em 2025 (ante 12,5% em 2024), diante da maior inadimplência no crédito rural.
O diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, Rubens Sardenberg, avalia que a pesquisa mostrou um “bom ritmo” de expansão do crédito, mesmo com a política monetária restritiva. “Em 2026, a expectativa é que o crédito continue crescendo, mas mostrando continuidade do processo de desaceleração em linha com a perspectiva de menos crescimento da economia “, complementa.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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