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12 de novembro de 2025
Por Altamiro Silva Junior
São Paulo, 12/11/2025 – A gestora Península, que cuida dos recursos da família Diniz, vendeu sua participação no Carrefour na França, que detinha há 10 anos, informou um comunicado do grupo nesta quarta-feira. Com isso, os brasileiros, que eram os segundo maiores acionistas da rede de supermercados, atrás apenas dos donos franceses, deixam o controle do grupo. Em seu lugar, entrou a família Saadé, que passa a ser novo acionista principal da companhia, com participação de cerca de 4% do capital social.
“O Carrefour foi informado da decisão da Península de vender sua participação no Carrefour”, de acordo com comunicado do grupo francês, destacando que a transação já foi completada. A gestora brasileira tinha participação de 8,4% na empresa e no mercado já se falava há alguns meses da possibilidade da família Diniz vender essa fatia.
O Carrefour vale nesta quarta-feira 9,35 bilhões de euros em Paris, o que avalia a participação da família Diniz perto de 800 milhões de euros, cerca de R$ 5 bilhões pelo câmbio de hoje. Os comunicados, porém, não falam em valores.
Em Paris, ocorreu nesta quarta-feira a reunião do conselho do Carrefour, que foi informado da decisão da Península. Os executivos Eduardo Rossi e Flavia Buarque de Almeida renunciaram de seus postos. O executivo Rodolphe Saadé vai substituir Rossi até o final de seu mandato, que vai ocorrer na assembleia anual de 2028. Ainda no comunicado, o conselho nomeou a Carrix, entidade pertencente à família Saadé e à companhia CMA CGM como braço independente para substituir a Península.
“Gostaria de expressar meus mais calorosos agradecimentos à Península, Eduardo Rossi, Flavia Buarque de Almeida e à família de Abílio Diniz, que permaneceram fiéis à visão de Abílio sobre o varejo e seu compromisso inabalável com o Carrefour por mais de 10 anos”, escreveu Alexandre Bompard, presidente do conselho e diretor executivo em um comunicado. “Abílio deixou sua marca na história do nosso grupo.”
Eduardo Rossi, que é presidente do conselho da Península, explicou no comunicado que a decisão de vender as ações do Carrefour após uma década de parceria, faz parte da nova estratégia de alocação de ativos do fundo. “O Carrefour constituiu um investimento importante para a Península, alinhado ao caminho traçado pelo nosso fundador.”
Contato: altamiro.junior@estadao.com
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