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Exclusivo: Vacina da dengue para idosos ainda vai demorar, diz ministro Padilha

9 de fevereiro de 2026

Por Emanuele Almeida, do Viva

São Paulo, 09/02/2026 – Nesta segunda-feira, 9, o Estado de São Paulo iniciou a vacinação de dose única contra a dengue, primeiramente em trabalhadores da Atenção Primária da saúde pública, como os agentes comunitários. A expansão para a população geral – de 15 a 59 anos – deve ocorrer ainda este ano, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Contudo, para o público acima dos 60 anos, a imunização ainda pode demorar, disse o ministro ao VIVA, em evento na sede do Instituto Butantan. “Demos o início em janeiro nos estudos clínicos na população acima dos 59 anos, mas toda essa fase demora cerca de um ano, um ano e meio, para ser concluída. Então, mesmo com os esforços por parte da Anvisa, nós estimamos que ainda vai demorar um pouco para que esse grupo tenha acesso à vacina”.

Apesar disso, Padilha reforçou que, assim que o estudo tiver um resultado positivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o ministério buscará disponibilizar o imunizante “o mais rápido o possível”, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Como a vacinação vai acontecer

Inicialmente, a campanha atual foca nos trabalhadores da saúde. No Estado de São Paulo, todos os municípios já estão ofertando a vacina a esses profissionais. A ampliação do acesso à vacina para público geral será feita para pessoas de 15 a 59, posteriormente, mas ainda sem prazo definido.

Padilha explica que a segmentação da idade, divulgada inicialmente como dos 12 aos 59 anos, se deve a já disponibilização da Qdenga (Takeda), vacina de duas doses contra a dengue para crianças de 10 a 14 anos.

“Vamos reservar as doses da nova vacina para expandir inicialmente à população de 59 anos e depois encaminhar para as outras idades”, explicou o ministro.

A ampliação da vacina para o público geral deve ser feita após a conclusão da estratégia piloto do Ministério da Saúde nas cidades de Maranguape (CE), Botucatu (SP) e Nova Lima (MG), que busca avaliar o impacto da vacinação na transmissão da dengue e produzir evidências técnicas para a expansão da estratégia em todo o País.

Foram acordadas 1,3 milhão de doses no primeiro momento, com expectativa de, até o fim do ano, ter 25 milhões de doses disponibilizadas.

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