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9 de fevereiro de 2026
Por Bruna Camargo
A Global X ETFs mais que dobrou de tamanho no Brasil no último ano, acompanhando a forte expansão do mercado local de ETFs e a crescente demanda de investidores por exposição internacional e teses temáticas. A gestora, que começou 2025 com cerca de US$ 13 milhões sob gestão em BDRs de ETFs listados na B3, fechou o ano com US$ 29 milhões, e agora já está em mais de US$ 34 milhões, impulsionada sobretudo por produtos ligados a urânio, inteligência artificial e metais associados à transição energética, como prata e cobre.
“O mercado brasileiro de ETFs saiu de algo como R$ 50 bilhões para perto de R$ 90 bilhões ao longo do ano passado. A gente mais que dobrou nossos números nesse período. Precisamos que a indústria de ETFs cresça para a gente crescer também”, afirmou Flávio Vegas, especialista de produtos da Global X, em entrevista à Broadcast. Segundo Vegas, o avanço recente foi reforçado por um aumento do interesse por proteção de portfólio, diversificação geográfica e acesso a setores inexistentes na Bolsa brasileira.
Entre os produtos que mais atraíram recursos estão os ETFs de urânio – principal destaque da casa no Brasil -, além dos fundos temáticos ligados à inteligência artificial e mineração de prata. “Hoje, quando se fala em IA, data centers, defesa ou transição energética, não existe essa exposição direta na B3. Para acessar essas teses, o investidor precisa ir para fora, e o ETF é o jeito mais simples de fazer isso”, diz Vegas.
O crescimento da casa também reflete uma mudança na estratégia comercial da gestora no País. Após uma investida em pontes com o investidor institucional, que tende a usar ETFs de forma mais tática, a Global X agora vem concentrando esforços no relacionamento com assessorias de investimentos e com o investidor pessoa física. A avaliação é que o investidor institucional ainda funciona muito mais no stock picking, enquanto o assessor trabalha com alocação estrutural e de longo prazo, modelo em que os ETFs se encaixam melhor.
Além disso, a gestora tem investido em educação financeira e na popularização do ETF como veículo de investimento, ainda pouco compreendido no Brasil. “ETF não é uma classe de ativo, é um veículo. Dá para acessar renda fixa, renda variável, Brasil ou exterior”, lembra Vegas.
A Global X adiantou à Broadcast que estuda trazer novos BDRs de ETFs para a B3, incluindo produtos ligados ao setor de defesa, terras raras e outros mercados emergentes. Vegas destaca que a ideia é “continuar ampliando o acesso do investidor brasileiro a teses globais que fazem sentido na diversificação do portfólio”.
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