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Exclusivo: BB economiza R$ 76 milhões com expansão do uso de energia renovável

20 de março de 2026

Por Luciana Collet

São Paulo, 20/03/2026 – O Banco do Brasil registrou uma redução da ordem de 16,21% nas despesas com energia em 2025, o que corresponde a uma economia da ordem de R$ 76 milhões. Segundo a instituição, isso foi possível por meio de iniciativas de modernização e eficiência energética adotadas pela instituição. Além disso, houve uma redução de 6% no consumo energético, equivalente de 33,62 gigawatts-hora (GWh).

Entre as ações realizadas está a ampliação do parque de usinas de geração distribuída (GD) e o aumento da contratação de energia no mercado livre, no qual o consumidor escolhe seu fornecedor de energia e pode negociar as condições de suprimento, como tipo da energia fornecida, preço e prazo. Essas estratégias costumam garantir maior previsibilidade de custos para as empresas, além de assegurar, se desejado, o consumo de energia renovável.

“A combinação entre mercado livre de energia e geração distribuída consolida uma estratégia energética mais resiliente, alinhada às melhores práticas de gestão e à transição para uma matriz cada vez mais limpa e renovável, fortalecendo a segurança energética e a gestão dos custos da instituição”, afirmou o diretor de Suprimentos, Infraestrutura e Patrimônio do BB, Carlos Eduardo Guedes Pinto.

No ano passado, o BB ampliou a atuação no modelo de geração distribuída, com a entrada em operação de mais quatro usinas. Com isso, passou a ter 27 usinas em operação, localizadas em 19 estados, que garantem o fornecimento de energia para cerca de 1.700 unidades.

Adicionalmente, o banco realizou no ano passado a migração de 635 unidades consumidoras para o mercado livre de energia. Com isso, atualmente 1.442 instalações do BB operam neste ambiente de contratação.

O movimento do BB reflete o próprio crescimento desses dois segmentos. No ano passado, foram instaladas no País 839 mil mini e microusinas de geração distribuída, que acrescentaram cerca de 8,9 gigawatts (GW) de capacidade instalada, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O número de unidades consumidoras que obtém pelo menos parte de seu fornecimento elétrico de sistemas de GD cresceu 26% no período, adicionando 1,5 milhão de unidades consumidoras. Já são 7,2 milhões de usuários desses sistemas em todo País.

O mercado livre, por sua vez, cresceu 29% em número de unidades consumidoras atendidas no ano passado, para um total de 83.424 imóveis que são abastecidos de energia a partir de contratos fechados diretamente com uma geradora ou comercializadoras de energia. Atualmente, cerca de 42% da energia consumida no País é comercializada nesse ambiente de negociação, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Contato: Luciana.collet@estadao.com

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