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31 de março de 2026
Por Guilherme Nannini
São Paulo, 31/03/2026 – Os diretores-executivos das duas maiores associações agrícolas dos Estados Unidos, Neil Caskey (Associação Nacional dos Produtores de Milho – NCGA) e Bryan Humphreys (Conselho Nacional dos Produtores de Carne Suína – NPPC), defenderam, ontem (30), a renovação do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA). Em artigo conjunto, os líderes alertam que o presidente Donald Trump enfrenta uma decisão crucial nos próximos meses durante a revisão obrigatória do tratado, prevista para este verão (do Hemisfério Norte), que terá efeitos de longo prazo na economia rural norte-americana.
Mais de 40 grupos do setor de alimentos e agricultura lançaram uma coalizão para atuar na defesa da renovação do pacto. Os líderes afirmam que o acordo precisa ser mantido para sustentar as famílias de agricultores e garantir a previsibilidade necessária para os investimentos no campo.
De acordo com um estudo econômico baseado em dados de 2024, as exportações agrícolas e de pescados sob o USMCA contribuíram com US$ 149 bilhões em produção econômica total para os EUA, sustentando quase meio milhão de empregos. O levantamento aponta que para cada US$ 1 exportado em produtos do setor sob o acordo, foram gerados US$ 2,45 em atividade econômica associada dentro do país. No total, o comércio trilateral contribuiu com US$ 64 bilhões para o PIB norte-americano e gerou US$ 13 bilhões em receitas fiscais federais, estaduais e locais em apenas um ano.
Para o setor de carne suína, o USMCA é apontado como peça-chave para o sucesso das exportações. Em 2025, os Estados Unidos enviaram mais de US$ 2,9 bilhões em carne suína para o México e US$ 760 milhões para o Canadá, tornando-os o primeiro e o quarto maiores mercados de destino, respectivamente. As entidades destacam que a manutenção da tarifa zero e de marcos regulatórios baseados em ciência é fundamental para desafiar barreiras não tarifárias ao comércio.
No segmento de grãos, o México consolidou-se como o maior destino para o milho norte-americano, com compras de US$ 5,9 bilhões em 2025. Já o Canadá tornou-se o principal mercado para o etanol de milho dos EUA, com importações de US$ 1,9 bilhão no ano passado. Juntos, esses mercados representam cerca de 40% das exportações totais de cada uma dessas commodities.
Contato: guilherme.nannini@estadao.com
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