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7 de abril de 2026
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta terça-feira (7) um levantamento inédito que estima que o PIB do País sofrerá uma queda de 0,7% se a jornada de trabalho for reduzida de 44 para 40 horas semanais. Isso equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia brasileira.
A entidade destaca que a indústria é o setor que mais será impactado, caso o Congresso Nacional aprove a medida. “O segmento enfrentará a maior queda no PIB em termos relativos, de 1,2%, o equivalente a R$ 25,4 bilhões. Além da redução nas horas trabalhadas, o aumento generalizado dos preços da economia em razão da alta do custo do trabalho impactará em perda de competitividade para a indústria nacional, ampliando os efeitos negativos da redução da jornada sobre o setor”, diz a CNI.
O levantamento aponta que, em seguida, o setor mais afetado será o do comércio, com retração de 0,9% do PIB, ou R$ 11,1 bilhões. Depois, aparecem os setores de serviços (-0,8%), agropecuária (-0,4%) e o de construção (-0,3%).
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a queda do PIB industrial em 1,2% pode acelerar o processo de desindustrialização e terá impacto em toda a cadeia produtiva. “A maior redução das horas trabalhadas aumentará a exposição brasileira ao mercado externo. A consequência será a perda de competitividade do produto nacional. Assim, a nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca Alban.
A CNI utilizou um modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC) para calcular os efeitos do aumento de custos causada pela redução da carga horária semanal na economia brasileira. “Os cálculos mostram que, como consequência da elevação do custo do trabalho, haverá, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços. O impacto será sobre bens e serviços para os consumidores finais, como também sobre insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade.”
A indústria defende a separação do debate técnico sobre a redução da jornada de trabalho do calendário eleitoral. “A discussão da redução de jornada é legítima, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de alterar a jornada de trabalho”, afirma Ricardo Alban.
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