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13 de janeiro de 2026
Por Gonçalo Junior, do Estadão
São Paulo, 13/01/2026 – A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira, 13, três suspeitos de serem mandantes do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros no dia 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista.
Entre os detidos está Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, o Azul ou Careca, um dos líderes do PCC, apontado como um dos articuladores do atentado.
Além dele, foram presos Marcio Serapião de Oliveira, o Velhote, membro do PCC investigado por apoio estratégico e logístico, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manezinho ou Manoelzinho), também da facção e investigado pelo apoio logístico e operacional.
A informação, divulgada inicialmente pelo portal UOL, foi confirmada pelo Estadão. A reportagem busca contato com a defesa dos detidos.
Para especialistas, a execução de Ferraz Fontes, um dos principais nomes no combate ao PCC no País, e do delator Antonio Vinicius Gritzbach – baleado no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024 – mostram uma vontade da facção de mostrar força com ações violentas nas ruas.
A polícia chegou aos suspeitos por meio de impressões digitais localizadas em veículos utilizados no crime, dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos, movimentações financeiras suspeitas e vínculos entre os investigados, utilização de imóveis para apoio logístico, além de denúncias anônimas.
O que aconteceu
Ruy Ferraz Fontes foi morto a tiros em setembro, em Praia Grande, cidade no litoral paulista onde ele era secretário municipal de Administração. Ele foi baleado por uma quadrilha que perseguiu seu carro logo após que a vítima deixou o trabalho.
Segundo o Ministério Público Estadual, Fontes foi assassinado a mando do alto escalão do PCC como vingança. Ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022.
Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola – e era conhecido por sua atuação contra a facção.
Em 2019, na gestão do então delegado geral, Azul foi um dos presos transferidos em 2019 da Penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo, para presídios federais, a pedido do Ministério Público. Ele cumpriu pena em Mossoró (RN) e deixou o presídio no mês passado.
Em novembro, a Polícia Civil havia concluído a primeira fase das investigações. O inquérito inicial indiciou 12 suspeitos e solicitou suas prisões preventivas por homicídio qualificado consumado e tentado, porte ou posse de arma de fogo de uso restrito e participação em organização criminosa. Dez indiciados estavam presos e dois permanecem foragidos. A decisão da Justiça determina a soltura de cinco dos dez detidos.
Os suspeitos que tiveram a prisão preventiva negada responderão em liberdade, mas com medidas cautelares impostas, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.
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