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7 de abril de 2026
Por Francisco Carlos de Assis e Eduardo Laguna
São Paulo, 07/04/2026 – A escalada da dívida pública no Brasil não está sendo suficiente para afastar o investidor estrangeiro do País, concordaram os a analistas que participaram nesta manhã do 12º Brazil Investment Forum, evento anual do Bradesco BBI. De acordo com André Caldas, sócio da Springs Capital, a situação fiscal do Brasil claramente não é boa e vai se encaminhar para o atual governo encerrar com a dívida pública perto de 90%.
“Porém, de acordo com ele, não se trata de uma situação que levará ao afastamento do investidor estrangeiro. Quando você observa a situação fiscal do Brasil, o orçamento extremamente engessado, a questão previdenciária e a folha de funcionário público são o grande calcanhar de aquiles do País. Porém, mesmo com essas variáveis, e mesmo com o governo não fiscalmente tão austero, para ser eufemístico, o estrangeiro vai tirar o pé”, disse Caldas.
Para a sócia da Dahlia Capital, Sara Delfim, o investidor local é sempre mais pessimista que o estrangeiro. E por conta disso, fica sempre esperando pelo “perfeito alinhamento do astros”. Na avaliação dela, sempre haverá uma variável ou outra mostrando algum problema. Se for esperar que fiscal, juros, inflação e todas as variáveis estejam perfeitamente alinhadas, o investidor perderá oportunidades.
De acordo com Sara, por não se alimentar do mesmo pessimismo de que se alimenta o investidor doméstico é que o estrangeiro ganhou muito dinheiro com escalada da bolsa de valores no Brasil. “O investidor local fica reclamando do fiscal. Eu diria que o investidor tem que estar posicionado e ter um pouco de tudo que é bom em carteira. Se dólar é bom, tenha dólar na carteira, se ouro é bom, tenha ouro, se bolsa é bom, tenha bolsa”, disse a sócia da Dahlia Capital, para quem esse é o bom portfólio.
Contato: francisco.assis@estadao.com; eduardo.laguna@estadao.com
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