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30 de janeiro de 2026
Por Denise Luna
Rio, 30/01/2026 – O consumo de energia elétrica em dezembro do ano passado registrou a segunda alta consecutiva, puxada principalmente pelas residências, mas contido pela indústria, que teve queda de 3,3% ante igual período de 2024. O consumo residencial, impulsionado pelas temperaturas elevadas, avançou 4,1%, e o do comércio, 0,5%, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Com isso, dezembro fechou com alta de 0,5%, ou 47.616 gigawatts-hora (GWh), levando a um resultado de 2025 0,2% superior ao de 2024, com 562.659 GWh.
Regionalmente, o Centro-Oeste se destacou em dezembro, com alta de 5,5%. O Norte cresceu 0,6%; o Nordeste, 0,3%; o Sul, 0,2%. Já o Sudeste recuou 0,2%.
“Pela terceira vez na série histórica iniciada em 2004, o consumo residencial superou o consumo industrial. Esse avanço foi impulsionado, majoritariamente, pelas temperaturas elevadas e pela ocorrência de ondas de calor, sobretudo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, fatores que intensificaram o uso de aparelhos de climatização”, explicou a autarquia, destacando que a maior compra de eletrodomésticos, motivada em parte pelas promoções da Black Friday, também pode ter contribuído para a elevação do consumo residencial em dezembro.
Indústria
Segundo a EPE, o Sudeste registrou a maior queda do consumo industrial de energia elétrica, com recuo de 5,2%, seguido pelo Nordeste (-4,4%) e pelo Norte (-1,9%). O Centro-Oeste avançou 2,7% e o Sul, 0,4%.
“Entre os 37 setores monitorados da indústria, 24 reduziram o consumo. Já entre os dez setores mais eletrointensivos, seis consumiram menos. Produtos químicos (-13,0%; -214 GWh) teve a maior queda, principalmente pela hibernação de uma grande unidade eletrointensiva de produção de cloro-soda em Alagoas, pela parada de manutenção em duas grandes unidades na Bahia e pela retração do consumo em São Paulo e Minas Gerais”, disse a EPE.
A metalurgia, com recuo de 8%, foi o setor que mais contribuiu para a retração industrial, influenciada pela redução em empresas de siderurgia e ferroligas em Minas Gerais.
Por outro lado, o consumo aumentou na fabricação de produtos alimentícios (+2,7%; +62 GWh), impulsionado pela exportação de carne bovina. Também cresceram extração de minerais metálicos (+0,6%; +7 GWh) e produtos de minerais não metálicos (+0,4%; +5 GWh). Em borracha e matéria plástica, o consumo ficou estável em relação a dezembro de 2024, concluiu a EPE.
Livre
Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 20.874 GWh, respondeu por 43,8% do consumo nacional de energia elétrica em dezembro de 2025, com crescimentos de 2,7% no consumo e de 28,9% no número de consumidores, na comparação com dezembro de 2024. O Centro-Oeste foi a região que mais expandiu o consumo (+9,8%) e teve também o maior aumento no número de consumidores livres (+50,4%).
Já o mercado regulado das distribuidoras, com 26.742 GWh, que respondeu por 56,2% do consumo nacional, teve queda no consumo de 1,2% e aumento no número de consumidores de 1,7% em dezembro de 2025. No mercado regulado, somente o Centro-Oeste registrou expansão do consumo (+3,5%) entre as regiões, enquanto a região Norte teve o maior aumento no número de consumidores cativos (+2,7%).
contato:denise.luna@estadao.com
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