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1 de dezembro de 2025
Por Bruna Camargo
São Paulo, 01/12/2025 – As empresas Liqi, GCB, Coinbase e Avenia confirmaram a saída da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto). Para a ABCripto, trata-se de uma “dinâmica natural”. Porém, a informação vem em meio a uma crise interna tornada pública após a diretoria da entidade decidir processar quatro de seus conselheiros sob a acusação de conspiração para tentar destituir o presidente Bernardo Srur.
O presidente executivo (CEO, na sigla em inglês) da Liqi, Daniel Coquieri, disse à Broadcast que a empresa se retirou da ABCripto para focar mais na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e na Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs). Já a GCB informou, em nota, que optou por deixar voluntariamente o quadro de associados da ABCripto no início de novembro e que Gustavo Blasco, CEO da empresa, não faz mais parte do conselho da entidade desde então.
A Coinbase e Avenia também deixaram a ABCripto recentemente. Procuradas pela Broadcast, as duas empresas confirmaram a saída, mas disseram não comentar sobre o assunto.
Segundo fontes, outra associado que se desfiliou recentemente da ABCripto foi Itaú. Procurado, o banco não quis se pronunciar.
Em nota enviada à Broadcast, a ABCripto informa que “a movimentação recente de algumas empresas em relação ao quadro de associadas faz parte da dinâmica natural de qualquer entidade representativa”, com entradas e saídas de empresas sendo “comuns e refletem ciclos, estratégias e prioridades específicas de cada organização”.
“A ABcripto reforça que mantém sua atuação institucional com foco no desenvolvimento responsável do mercado de criptoativos no Brasil. A associação segue conduzindo agendas técnicas e regulatórias, fortalecendo iniciativas de autorregulação, educação, segurança e melhores práticas para o setor. O trabalho permanece sendo realizado de forma contínua e colaborativa com as empresas associadas e com todos os agentes que integram o ecossistema de ativos digitais no País”, diz o comunicado.
Caso na Justiça
Os conselheiros processados pela diretoria da ABCripto são André Portilho (da Mynt, do BTG Pactual), Maria Isabel Sica (da Ripple), Renata Mancini (da Ripio) e o advogado Daniel de Paiva Gomes, após a tentativa de convocação de uma assembleia para deliberar sobre o novo presidente para a entidade. O mandato de Srur termina em 16 de dezembro e, sem uma assembleia, ele seria reconduzido ao cargo.
Uma decisão do juiz Cesar Augusto Vieira Macedo, da 44ª Vara Cível de São Paulo, publicada no dia 19 de novembro e à qual a Broadcast teve acesso, ficou determinado que, caso não ocorra uma Assembleia Geral para eleger um novo diretor-presidente, será necessário convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), no prazo de três dias úteis, para deliberação acerca da eleição para novo mandato ou substituição do diretor-presidente, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a 30 dias. Ao Valor, Srur disse que a AGE será realizada, conforme a decisão judicial, e que será marcada para 16 de dezembro, quando termina seu mandato.
O caso ganhou repercussão no meio. Em publicação em rede social na semana passada, o cofundador do Mercado Bitcoin (MB), Reinaldo Rabelo, comentou sobre a decisão da direção da ABCripto em processar conselheiros. Rabelo lembrou que o MB fundou a entidade em 2019, “quando os bancos ameaçavam a existência de empresas cripto no Brasil”. Ele também escreveu que, após “criar as condições para o mercado existir e atuar para melhorar esse ambiente”, viu a associação ser “dominada por interesses obscuros”. “Pioneirismo é também saber sair de lugares indesejados na hora certa”, escreveu. O MB anunciou sua saída da ABCripto em julho de 2024.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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