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13 de abril de 2026
Por Geovani Bucci
São Paulo, 13/04/2026 – O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira, 13, que parentes seus que permaneceram em cargos comissionados no Estado após o fim de sua gestão não chegaram às funções por influência de seu governo e que as nomeações não configuram nepotismo.
Caiado participou de um almoço com empresários do setor imobiliário no Sindicato da Habitação (Secovi-SP), na capital paulista, ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O tema foi levantado durante coletiva de imprensa. O caso foi revelado inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo.
“A minha família é uma família que está no Estado de Goiás desde a época do Império. Então, é uma família que a vida toda esteve na política.”, explicou Caiado. “Então, é uma família que a vida toda esteve na política. E todas aquelas pessoas que lá estão, não tem nenhuma que não esteja cumprindo a Súmula 13 do Supremo Tribunal Federal (STF)” – legislação que proíbe o nepotismo na administração pública direta e indireta.
O ex-governador afirmou que a “discriminação” pelo sobrenome de sua família, tradicional em Goiás, não pode ser tratada de forma pejorativa. Segundo ele, não há fundamento para tentativas de atingi-lo com esse argumento, ressaltando que nunca praticou atos que desabonassem sua conduta. “Não foi em decorrência do meu governo que essas pessoas estão ocupando cargos. E elas não têm essa vinculação que a lei impede”, disse.
“Eleição não é revanche”
Caiado também comentou o seu crescimento na pesquisa eleitoral Datafolha divulgada no sábado, 11. Em referência aos demais pré-candidatos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o goiano afirmou que um candidato não pode sequer “recorrer ao princípio da presunção de inocência”. Segundo ele, a condição de disputar o cargo exige estar acima de qualquer suspeita, já que as decisões envolvidas “são complexas e demandam uma trajetória ilibada”.
“Nós não podemos mais aceitar que a eleição de 2026 seja uma eleição de revanche de 2022, mas sim deve ser uma eleição de conteúdo”, disse Caiado, salientando que é preciso acabar com a polarização e ter “condições morais” de exercer o mandato.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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