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18 de março de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 18/03/2026 – O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu a integridade das investigações recentes da corporação, em uma alusão às operações relacionadas ao Banco Master, que levou o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, à prisão.
Em discurso na abertura do evento Febraban Sec, em São Paulo, Rodrigues disse que a PF tem sido alvo de ataques “covardes”, mas não será intimidada e fará o trabalho de apurações até o fim. O dirigente criticou o desvio do foco no âmbito do caso Master. “Uma fraude de R$ 50 bilhões, R$ 80 bilhões parece que desapareceu. O que se fala hoje é da intimidade de um casal, de fofocas”, afirmou, em aparente referência às discussões sobre o relacionamento de Vorcaro com a ex-namorada Martha Graeff.
Rodrigues também reiterou a atuação “técnica” e “séria” da PF e negou vazamentos de informações atribuídas à corporação. “A Polícia Federal investigará todos aqueles que tiverem de ser investigados, mas vamos sempre respeitar a Constituição, a lei e o devido processo legal”, garantiu.
O diretor da PF também fez críticas veladas a gestões anteriores. Segundo ele, a Polícia não é um órgão de governo, mas sim de Estado e, portanto, não protege, nem persegue pessoas. “Nós não temos mais nenhum herói da Polícia Federal, não temos mais operações espalhafatosas”, afirmou. “Temos uma polícia que busca cumprir sua missão nacional, sem protagonismo, mas com muita cooperação e trabalho”.
Rodrigues acrescentou que o Banco Central exerceu papel decisivo para que a PF conseguisse avançar no caso Master. Para ele, o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, demonstrou “coragem e determinação” para conduzir a fiscalização do banco e apresentar os dados à PF. “Hoje, temos confiança do ministério da Justiça e da presidência da República para que façamos aquilo que temos que fazer”, pontuou.
O dirigente argumentou ainda que a polarização política tende a retardar os progressos no enfrentamento ao crime organizado. De um lado, um grupo defende que “bandido bom é bandido morto” e que basta eliminar os criminosos para acabar com todos os delitos, citou. Do outro, o lado oposto avalia que apenas uma melhora nas condições sociais será suficiente para resolver o problema da segurança pública, acrescentou. “Nós precisamos achar um ponto de contato”, comentou.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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