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Dcide: preços de curto prazo de energia retomam alta semanal e sobem cerca de 4% no período

25 de fevereiro de 2026

Por Ludmylla Rocha

São Paulo, 26/02/2026 – Os preços de curto prazo de energia elétrica subiram cerca de 4% em uma semana, depois de cair por volta de 2% na semana anterior, de acordo com o boletim da consultoria Dcide publicado há pouco.

O índice trimestral para a fonte convencional, que agrega preços de eletricidade a ser entregue entre março e maio, foi medido em R$ 393,32 por megawatt-hora (MWh), aumento de 4,17% ante os R$ 377,58 por MWh anotados na semana passada. Em um mês, o indicador registra aumento acumulado de 8,83%, enquanto a valorização anual ficou em 136,48%.

Já o indicador trimestral da energia incentivada – que considera usinas eólicas, solares, biomassa ou Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com desconto de 50% na tarifa pelo uso do fio – subiu 3,54% em uma semana, para R$ 420,28 por MWh, ante os R$ 405,91 por MWh calculados semana anterior. Em um mês, mantém-se o aumento das coletas anteriores, desta vez, chegando a 8,17%. Em um ano, a alta é de 113,60%.

Longo prazo

O preço de referência para a energia convencional de longo prazo – que considera a energia a ser fornecida de 2027 e 2030 – foi medido em R$ 241,84 por MWh, variação negativa de apenas 0,01% frente aos R$ 241,81 por MWh da semana passada. Em um mês, há valorização acumulada de 3,29% e, em um ano, de 48,13%.

Já o indicador de longo prazo para a energia incentivada caiu 0,28% em relação à semana passada, alcançando os R$ 270,34 por MWh. Em um mês, porém, há ampliação acumulada de 3,12% e, em um ano, de 38,64%.

Se considerados apenas os componentes comuns aos índices de longo prazo desta semana e de seus pares no ano anterior, o aumento anual seria superior nos dois produtos: de 64,2% para a fonte convencional, e de 51,2% para a incentivada.

Os indicadores de curva forward da Dcide são calculados com base em coleta de informações feita geralmente às segundas-feiras junto a agentes de mercado, seguindo o conceito de marcação a mercado, ou seja, no preço que geradoras, comercializadoras e consumidores entendem que o MWh vale hoje para os próximos meses e anos. Os valores se referem ao subsistema Sudeste/Centro-Oeste, principal centro de carga do Sistema Interligado Nacional (SIN).

contato: ludmylla.rocha@broadcast.com.br

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