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Daycoval reduz projeção de IPCA 2026 de 4,1% para 3,8%, com viés de baixa

6 de fevereiro de 2026

Por Caroline Aragaki

São Paulo, 06/02/2026 – O Daycoval reduziu sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, de 4,1% para 3,8%, mantendo viés de baixa. “A desinflação segue ocorrendo em função do comportamento benigno da inflação importada, e os bens industriais e preços administrados são os destaques”, afirma em relatório.

A estimativa para a inflação de preços livres caiu de 4,0% para 3,9%, puxada pela redução em bens industriais, de 3,5% para 3,0% por conta da acomodação maior do câmbio. A expectativa é de que o primeiro semestre de 2026 ainda reflita o comportamento benigno das commodities em reais.

Já a estimativa de bens administrados recuou de 4,2% para 3,6%, considerando revisão de 4,3% para 2,9% da gasolina, mas elevação de 3,2% para 4,6% de energia elétrica. “Além da redução do preço da gasolina, incorporamos a partir do resultado do IPCA-15 de janeiro, deflação anual no item Emplacamentos e Licença. Vale destacar que em 2025 os preços administrados tiveram alta expressiva (5,2%), em especial pela forte pressão em energia elétrica. Para este ano, este item deve ter alta menor”, diz.

Segundo o Daycoval, o núcleo da inflação, sobretudo com itens mais sensíveis ao mercado de trabalho, seguem constituindo desafio para o Banco Central (BC). Em termos de política monetária, o banco ainda espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic em 0,25 ponto porcentual na reunião de março, com os juros indo a 12% no fim de 2026.

Contato: caroline.aragaki@estadao.com

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